terça-feira, 7 de agosto de 2007

Regresso

Acácia rubra - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Acácia

Quando eu voltar,
que se alongue sobre o mar
o meu canto ao Creador!
Porque me deu, vida e amor,
para voltar...
Voltar...
Ver de novo baloiçar
a fronde magestosa das palmeiras
que as derradeiras horas do dia,
circundam de magia...
Regressar...
Poder de novo respirar,
(oh!...minha terra!...)
aquele odor escaldante
que o húmus vivificante
do teu solo encerra!
Embriagar
uma vez mais o olhar,
numa alegria selvagem,
com o tom da tua paisagem,
que o sol,
a dardejar calor,
transforma num inferno de cor...
Não mais o pregão das varinas,
nem o ar monótono, igual,
do casario plano...
Hei-de ver outra vez as casuarinas
a debruar o oceano...
Não mais o agitar fremente
de uma cidade em convulsão...
não mais esta visão,
nem o crepitar mordente
destes ruídos...
os meus sentidos
anseiam pela paz das noites tropicais
em que o ar parece mudo,
e o silêncio envolve tudo.
Sede...
Tenho sede dos crepúsculos africanos,
todos os dias iguais, e sempre belos,
de tons quasi irreais...
Saudade...
Tenho saudade
do horizonte sem barreiras...,
das calemas traiçoeiras,
das cheias alucinadas...
Saudade das batucadas
que eu nunca via
(mas pressentia)
em cada hora,
soando pelos longes, noites fora!...
Sim!
Eu hei-de voltar,
tenho de voltar,
não há nada que mo impeça.
Com que prazer
hei-de esquecer
toda esta luta insana...
Que em frente está a terra angolana,
a prometer o mundo
a quem regressa...
Ah! quando eu voltar...
Hão-de as acácias rubras,
a sangrar
numa verbena sem fim,
florir só para mim!...
E o sol esplendoroso e quente,
o sol ardente,
há-de gritar na apoteose do poente,
o meu prazer sem lei...
A minha alegria enorme de poder
enfim dizer:
Voltei!...

- - - - - - - - - - - ALDA LARA




domingo, 5 de agosto de 2007

Antuérpia – Escapadinha.

Este fim de semana deu Verão, por estes lados.

Resolvi ir visitar, mais uma vez, Antuérpia.

Ia preparado para começar a usar a máquina fotográfica logo à chegada, na majestosa estação de comboios. Ia. Só que ela está cheia de “adesivos” e toda esburacada. Está em obras.

Saí e não foi preciso muito tempo para ver que a cidade está toda assim. Asfalto levantado em muitas ruas. Buracos com alicerces a nascer, certamente para dar lugar a torres quadradas de vidro, onde existiam belos, mas economicamente ultrapassados, edifícios antigos. Tapumes e desvios de trânsito por causa de obras ...

Nem parecia a mesma cidade, embora continue bem bonita.

Trouxe-vos uns olhares, como é meu hábito.




Normalmente, nessas apresentações deixo uns comentários.

A todos uma boa semana.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

NAMUR e DINANT - Escapadinha.

Vamos a mais uma escapadinha ?

O título deste post pode enganar um pouco.

De facto, só as duas primeiras fotos são da cidade de Namur. Tirei muitas que aqui não apresento por terem pessoas em primeiro plano. Ora este blog dedica-se mais a mostar “Os meus Olhares” dos locais que aqui vos trago. Por isso, essas não fazem parte desta pequena amostra.

Está quase a fazer um ano (como o tempo voa!), tinha praticamente acabado de abrir o anterior blog (que seria este mesmo, se não tivessem dasaparecido completamente todos os posts anteriores), dei uma escapada até às cidades de Namur e Dinant, na Região da Valónia, da qual Namur é capital. Nesta Região encontra-se a parte mais acidentada da Bélgica, as Ardenas belgas, famosas como teatro de batalhas e de filmes sobre as mesmas.

Ambas as cidades citadas ficam na Província de Namur, embora cada uma delas sejam as principais cidades dos Distritos com os mesmos nomes.

Foi uma viagem agradável, feita no Outono, com paisagens que ficam gravadas na memória. Dessa vez, feita de carro. Prometo trazer, assim que puder, mais fotos destas paragens, actualizando este conjunto.

O Rio Mosel (engordado pelo Sambre, precisamente em Namur) é o ponto comum aos caminhos de atracção, serpenteando connosco de uma a outra cidade. De vez em quando, pequenas barragens com elevadores seguram as águas e ajudam os barcos a subir ou descer o rio (como no nosso Douro, só que mais rasteirinhas).

Apresento um slideshow das fotos. Quem tiver dificuldades em vê-lo, dê uma clicadela no link que se encontra à direita (Flickr). Depois, podem seleccionar a forma como querem visualisá-las.




Até à próxima viagem.