segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Aqui há patos!

Estive agarrado à RTPi a ver o espectáculo nacional destas eleições (parabéns à RTP).

Vi que o 1º líder a vir às tvs foi a do 2º partido mais votado, contrariando a "praxis" televisiva até agora seguida. Talvez porque foi o único a assumir uma derrota nestas eleições.

Votos contados e lugares de deputados atribuídos, ficámos a saber que tanto as vitórias como as derrotas são conceitos voláteis.

Vi, também, um líder que, por ter subido para 2 dígitos percentuais, inchou tanto que se colocou em bicos-de-pés para se manter equilibrado à espera de chegar o seu tempo de antena nas tvs. Alguém o deve ter convencido que tinha ganho as eleições!

Ainda bem que não chegou esse tempo, isto é... lá apareceu por uns segundos.

Vimos que o partido mais votado e com mais deputados eleitos e que, por princípio, será o chamado a formar governo, quando apareceu a falar à "urbi et orbi" o fez de forma brilhante no que toca ao "secar as janelas de oportunidades" (melhor diria, as portas) ao outro que pensava que tinha ganho as eleições.

Mas achei, acho, que há qualquer coisa que não bate bem nestas eleições.

Tirando aquela aparição extemporânea da líder do PSD (não deve ter dormido toda a noite com tal falha), parece que só houve vitórias. Todos ganharam neste país à beira-mar plantado. Foi só aumentos!

- Aumentou o universo eleitoral com mais de meio milhão de novos eleitores;

- Aumentou o número de partidos a concorrerem ao farrobodó. Foi tal a pulverização que muitos se devem ter ficado pulverizados por muito tempo (um lá (re)chegou ao maná);

- Aumentou a abstenção, em termos absolutos e percentuais;

- O PSD teve mais votos e mais deputados do que tinha;

- O PS foi o mais votado, logo ganhou as eleições;

- O BE, o CDS e o PCP também ganharam, pois aumentaram em votos obtidos e deputados eleitos, mesmo que com mudança na ordem da fila.

Ganharam todos.

Ora, como em jogos não é possível haver vitórias de todos contra todos... aqui há patos!
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2 comentários:

xistosa - (josé torres) disse...

Estou a ficar "cegueta", mas azul escuro em fundo preto, dá o que dá e até dou cabo do rato de tanto clicar e arrastar, (isto nos comentários)
Mas eu sou assim.
Gosto das mordomias à mão de semear, para isso é

xistosa - (josé torres) disse...

O comentário ficou "entalado no máquina de escrever".
Mas vou continuar onde se deu o entalanço.
Então como dizia,
Gosto das mordomias à mão de semear e não exijo mais do que aquilo para que lutei.
mas são coisas comezinhas.

Também comentei, que todos ganharam.
Algum dia teria que ser inventado um tal jogo, se bem que por aqui, na minha terra, já existisse um clube que professava tais artimanhas, mesmo que tivesse artistas mais ou menos cotados.
Mas isto é outra face da corrupção que vem de cima para baixo.
Ontem, ao comentar uma notícia qualquer, lembrei-me do amigo dos Zés (das Marias, só se forem de barba rija!!!), que comprou uns submarinos, umas corvinas ou corvetas, uns aviões e mandou o porta-aviões contra o barco do aborto.
Um autêntico aborto que nem sei se ofusca aquele objecto, abjecto, que rosna, ladra e dá à cauda - com os copos - no meio do mar.
Como vai ser a charneira do poder, parece que estão a vir à tona as suas perdições que são as de todos os políticos e dos corruptos que ocupam quase todas as autarquias (de qualquer cor e qualquer partido), o dinheiro vivo ou morto.
Este último é muito melhor porque se pode enterrar num qualquer paraíso.
Parece-me que uns milhões estão na Suíça, talvez para fazer a operação de mudança de sexo. (parece-me que passará para a classe dos hermafroditas, ou algo parecido).
Gostei do seu sorriso trocista por ter dois dígitos e por ter vencido as eleições, como os outros, porque até o PSD subiu e vai cair do alto.

Esta é a Pátria minha amada e dos outros ... não sei.

Um abração e
INTÉ!!!

(desgraçadamente estou em liberdade condicional que me foi concedida pelo S. João. Não o patrono da minha cidade, mas o hospital.
Se soubesse o que sei hoje nunca tinha sido operado.
Mas só depois da casa roubada é que se coloca o cadeado ou aloquete.

Vou passar á oposição porque me estão a chamar.
A esta hora será para tomar café.
Vou ver.

Um abração.