Domingo, 27 de Abril de 2008

Escapadinha ao Plano Inclinado de Ronquières.

Um pé ainda meio no ar, o outro já pronto a levantar, resolvi ir ver o Plano Inclinado de Ronquières, onde os barcos são subidos ou descidos 68 metros na vertical, ao longo de 1,5 Km, para poderem continuar as suas viagens no Canal de Charleroi.

Dei mais uma voltinha por perto de Ronquières, a Ecaussinnes e a Ittre ou, pelo caminho, a Waterloo.

Deixo-vos com as fotos onde, se clicarem um vez sobre as mesmas, podem ler as minhas legendas.

E tenham uma boa semana.

Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

1ª Escapadinha a Gent, Ghent ou Gand


Acordar meio tonto com a previsão de mais um dia de chuva, deitei um olhar receoso pela janela e dou com o sol resplandecente a querer atravessar a parede, sem uma única nuvem, olhar feliz pelo riso de olho a olho, rápido pequeno almoço e duche, quase saía meio nú, montado no rodinhas, direito a uma cidade que fica a menos de 60 Kms, não fosse o dito esconder-se outravez nalguma nuvem permanente.

E pouco faltou!

Pela Bélgica há um dado assente quanto à arquitectura urbana: manutenção da traça histórica, apenas ocasionalmente rompida por um ou outro rectângulo a romper o céu.

Isto, que quanto a mim é positivo, tem a desvantagem de parecer transportar-mo-nos sempre à mesma cidade, qualquer que ela seja.

Bom, corrija-se, foi uma fugida muito rápida, sem poder ver muita coisa.
A bandeira portuguesa, está lá.



Também nesta cidade parece que a Igreja católica se deu muito bem há alguns séculos. Em cada cinco edifícios, sete são igrejas ou já foram ou exteriorizam traça e motivos com forte influência religiosa. Imponentes na riqueza do seu interior e na exuberância do seu tamanho. Várias torres e picos de igrejas parecem querer chegar aos céus antes dos que passam pelo seu interior.

E parecem levar o ensinamento religioso à letra. Muitas igrejas, que me pareciam conter bons motivos de visita, estavam fechadas.

Domingo é dia descanso, presumo.

Na igreja de "Sint Baafs" (? Fiquei como vocês, juro!) surpreendeu-me um tríptico (embora não fosse de dobrar-se) em madeira com o escudo português ao meio. À entrada, sinalização de proibição de fotografar e de filmar e, espantem-se, de entrada de turistas (?!). De um e outro lado, duas divisões para cobrar a venda de postais e literatura diversa. Perguntei se poderia tirar fotos só aos vitrais. Uma loira de dentro da “barraca” das vendas e um seu companheiro que parecia vindo de um concurso de bigodes, confirmaram a proibição mas... que tudo dependeria da minha habilidade. Aceitei, mas a medo, que não gosto de pisar o risco. E sempre é mais uma desculpa para a qualidade do que vos trago.
Qual Cardeal D. Henrique, nem todos os presos têm a mesma sorte deste!
Vejam, no seu olhar, o sofrimento por que está a passar!



Hora de aviso do estomago sobre os buracos que por lá estavam, um a pedir comida e outro líquido, encostei-me a um bar. Sandwiche de vegetais com camarões fritos e uma cerveja premium lager BLACK HOLE, fresquinha. O seu nome serviu para cobrir o estraganço dos camarões fritos em manteiga (baghh). Foi uma verdadeira fonte de luz.

Fiquem com ESTE LINK TURÍSTICO e com o slideshow do pouco que de lá trouxe.


Até ao próximo (post, pois claro!).