segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010
quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010
Calhandrices e coisa e tal e coisa
Foi público que terá havido calhandrices por estes dias em Portugal.Calhandrices para lá, calhandrices para cá, foram tantas as trocas de galhardetes que se fica sem saber se as calhandrices são dos ministros envolvidos, se do jornalista alvejado.
Este chegou mesmo a afirmar que "só alguém que conhece bem o seu significado é que o usaria" (o termo "calhandrices", entenda-se).
Haja decoro, meus senhores!
Uma conversa que envolve ministros e jornalistas e que vem a público, não pode utilizar termos pouco conhecidos. Ou é para todos ficarmos a saber, ou calem-se.
Senti-me ignorante quando li a palavra e a não reconheci no meu dicionário pessoal (embora, claro, a intuição me dissesse do que se deveria tratar). Mas logo fiquei descansado quando fui à INFOPEDIA e me informaram que a palavra era desconhecida. Que alívio!
Fui pesquisando – que eu gosto de ser pessoa bem informada - e lá consegui saber do que se trata. Posso gabar-me de que já estou capaz de entrar em calhandrices da alta sociedade portuguesa, como qualquer ministro ou jornalista. Estou apto.
Para quem ainda não sabe o que significa a palavra "calhandrice" e a sua origem, poupo-vos trabalho.
Aqui está:
Calhandrice (calhandro + ice) s. f.
Atitude de quem gosta de intrigas ou de boatos. Bisbilhotice, coscuvilhice, mexeriquice.
Calhandro (nome masculino )
antiquado - vaso cilíndrico, espécie de bacio grande, onde se despejam os bacios pequenos.
Gostei da nota "de origem obscura".
Haja decoro, meus senhores!
O país já anda enterrado em demasiados calhandros que até parece ser um calhandro só, não necessita que jornalistas estiquem a corda até o calhandro ficar cheio e lhe caia em cima.
O país não ficará satisfeito que ministros limpem o calhandro da forma como parece estarem a fazê-lo.
Haja decoro, meus senhores!
Calhandrices. Bagh!
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sábado, 30 de Janeiro de 2010
Neva em Bruxelas
Hoje, dizem que é o início de uma semana com ela, a neve.
Cai muito fininha, fofinha, da que gosto e me faz lembrar que é tempo de eu calçar uns esquis.
Ficam uns olhares, apanhados já um pouco tarde do dia, quando o sol, ainda que pouco acalorado, ia aquecendo o boneco, fazendo-o parecer a Torre de Pizza.
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domingo, 24 de Janeiro de 2010
Viajando pelo espaço.
(Vídeos copiados daqui)
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quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010
Mas que tristeza de vida deve ser!
A mim, que tenho sido bombardeado com uma das novas novelas nacionais – casamento entre pessoas do mesmo sexo – saltou-me aos olhos... porque sim.
Não vou falar deste tema, que tem base na discriminação que essas pessoas alegadamente têm sentido por falta de protecção legal a nível patrimonial quando, após uma união de facto por não ter havido/er a possibilidade de se casarem, surgem eventos que deveriam fazer aplicar as mesmas regras que aos casados, nomeadamente quanto à herança ou partilha de bens. Para mim, formiguinhas à parte, isso será uma “pega de caras” que está a ser feita ao alargamento da instituição "casamento" aos homossexuais. Direi apenas que é uma corajosa pega de caras... feita ao rabo do bicho. Ficará para outra altura este tema.
Adiante.
Basicamente, diz-se então naquele artigo do DN, sob o título: “RARO – Formigas reproduzem-se e vivem sem fazer sexo”, que há uma espécie de formiga assexuada – a “Mycocepurus smithii” – e que, por conseguinte, a manutenção da espécie é efectuada sem o recurso a machos. Aliás, assegura-se que os mesmos são inexistentes.
Mesmo com alguns machos encontrados, aparentemente da mesma espécie, após cuidado exame concluiu-se serem da espécie “Mycocepurus obsoletos”.
Que raio de coincidência no nome que escolheram para apelido desta família que usa machos para se multiplicar! Ao que parece, mesmo obsoletos, ainda restam alguns machos por lá.
À maioria humana resta a consolação de que espécies assexuadas são raríssimas na natureza.
A mim, pelo menos, consola-me.
Só que, agora, jão não posso dizer, com a mesma convicção com que o fazia:
“Até as formiguinhas gostam!”
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quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010
De regresso. Vamos a 2010?
Um, de 3 semanas, a que me dediquei e que dediquei ao meu computador pessoal, que ele também já precisava.
Outro, de uns quantos dias, que o computador resolveu dedicar-me num gesto de vingança ciumenta pela longa ausência, misturada com laivos de amnésia alzheimeresca propositada (penso eu). Esqueceu-se da password de entrada no sistema, coisa que raramente utiliza. Talvez por isso mesmo.
E com a minha habilidade informática comprovada, nada mais me restou que procurar um médico que o ajudasse. Lá fui e, quando o encontrei, em menos de cinco minutos, o sofrimento a que o computador me submeteu... foi-se. Ah santa ignorância!
Férias de duas semanas ou mais, para mim, soam ou a praia e sol e mar ou a esquis nos pés.
Desta vez, nem uma coisa, nem outra.
Calor para praia... nem imaginá-lo, que não havia condições. Já de neve para apoiar os esquis não posso dizer o mesmo. Apanhei muita, e com muita, onde menos me apetecia vê-la e tê-la: nas estradas.
Enfim, estas acabaram-se. Há que iniciar o novo ano, o da despedida a Bruxelas, logo agora que me estava a dar bem com este país.
Não sei porquê, nem se vos acontece o mesmo, mas parece que o saber-se que se vai perder algo... induz-me um sentir de que até essas coisas menos boas parecem ser excepcionais.
Vou, pois, saborear os últimos goles (entenda-se semanas) deste centro europeu, e prometo (para já sem ser à político) que virei com mais frequência a este canto.
Um agradecimento aos que teimaram em vir bater a esta janela.
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terça-feira, 15 de Dezembro de 2009
2009 / 2010. Festas Felizes, Ano próspero.
A quem, durante este ano de 2009, aqui veio bater à porta e deixar uma palavra, de apoio ou de crítica, e a quem apenas por aqui passou e espreitou, os meus votos de Boas Festas natalícias e de um ínico de 2010 promissor de um ano melhor que todos os demais até agora, especialmente quanto a saúde e, porque não, vil metal q.b., para que não falte a felicidade completa.
Até ao próximo ano.
Tu que dormes à noite na calçada do relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmãoNatal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher
Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e combóios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher
Quando Um Homem Quiser, por Ary dos Santos
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domingo, 22 de Novembro de 2009
Andando por aqui...
... dei dois olhares sobre a mãe e os seus 3 filhotes, no Parque Real;
... apreciei a imponência da estátua do General Bélliard, num ambiente cinzento colorido por bandeiras, olhando para o Parque Real, de costas voltadas para a baixa da cidade;
... já com a noite a cair, voltei a olhar sobre a cúpula do museu (antiga Casa do Rei), na Grand Place e
... reparei que se dava início aos preparativos dessa praça para o Natal, com o palácio municipal em fundo;
... no caminho de regresso, achei que devia partilhar convosco este quadro crepuscular da Catedral de S. Miguel e S. Gudula;
... e, finalmente, um peculiar sopro a obrigar ao voltar de costas das bandeiras belga e europeia, no Parlamento Federal belga, junto ao Parque Real.
Não sei se por alguma razão especial!
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La Bourse. Bruxelas - BE
Imponente, quanto ao tamanho, no exterior podem ver-se, entre outras coisas, algumas esculturas e, também, representações em alto-relevo simbolizando actividades económicas, a toda a volta, onde todos os trabalhadores são representados por crianças.
Deixo umas fotos, algumas em que intencionalmente escureci as zonas exteriores aos altos-relevos, para que melhor se possam ver os motivos.
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terça-feira, 10 de Novembro de 2009
Porte de Hal / Hallepoort. Bruxelles – BE
Construída por volta de 1350 – 1381, um século após a primeira muralha (de que ainda existem, também, alguns vestígios), alargou a área da linha de defesa da cidade em expansão, para melhor a proteger.
A porta é uma torre, tipo castelo, situada num dos pontos mais elevados da cidade (hoje Saint-Gilles), o que lhe aumentava a eficácia defensiva. Daí o seu antigo nome, “Porte d’Obbrussel” (Haut-Bruxelles).
Com a perda da sua função inicial, já foi celeiro, abrigo de mendigos, arquivo e museu, destino que mantém actualmente, tendo sofrido várias remodelações que lhe foram alterando o seu aspecto, embora sempre na mesma base. A última renovação deu-se em 2007/2008. Exteriormente, perdeu a vegetação que cobria e moldava a fachada, que era algo que gostava de ver, mas acredito não dava muita saúde às pedras da parede.
Actualmente Centro de Cultura Urbana, do Museu Real de Arte e de História, tem uma exposição permanente sobre a história da cidade e da própria torre e, na parte superior da mesma, exposições temporárias.
Aqui ficam, como é hábito, umas fotos em slideshow.
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Chemins de Compostelle. Bruxelles – BE
Bruxelas era uma das povoações atravessadas pelas peregrinações a Santiago de Compostela (Saint-Jacques de Compostelle), que utilizavam um dos dois principais trajectos provenientes dos, ou passantes pelos, Países Baixos.
Na Porta de Hal, existe, oferecido pelo governo da Galiza, um monumento aos peregrinos que ao longo de séculos por aqui passavam, ou daqui partiam, rumo à igreja de Santiago de Compostela.
Actualmente, em Portugal, fazem-se meia dúzia de Km de peregrinações até Fátima. Estradas asfaltadas, sem declives, locais para pernoitar e para comer, assistência policial e de saúde. Alguns dias de caminhada, e é um falatório e notícia em tudo o que é comunicação social, como sendo um grande sacrifício (e até acho, pessoalmente, que o seja).
Imaginem como seria, há séculos (muitos), fazer quase 2.000 Km, ou mais, dependendo do ponto de partida, mais outros tantos no regresso, sem nenhum luxo dos que existem hoje.
Como deveria ser duro. Mas as mentalidades estavam talhadas para o sacrifício salvador. Também haveria, concerteza, aqueles que tirariam partido de uma viagem longa, por paragens não conhecidas, verdadeiras oportunidades de fazer turismo na natureza.

Cette pierre levée, antique symbole solaire, dédiée au Pèleriin Anonyme, a été offerte par la Xunta de Galicia et érigée au point de rassemblement et de départ du pèlerinage vers Saint-Jacques de Compostelle.
Deze stenen zuil, een zonnesymbool uit de oudheid en opgedragen aan de Onbekende Pelgrim, werd geschonken door de Xunta de Galicia Zij werd opgericht op het verzamel en vertrekpunt van de pelgristocht naar Santiago de Compostela.
Esta escultura, antiguo simbolo solar, dedicada al Peregrino Anónimo, ha sido ofrecida por la Xunta de Galicia y erigida en el punto de encuentro y de salida de los peregrinos hacia Santiago de Compostela.
Esta pedrafita, antergo simbolo solar, dedicado ó Peregrino Anónimo ha sido doada pola Xunta de Galicia e erixida no punto de encontro e de saida dos peregrinos para a Santiago de Compostela.
Manuel Fraga Iribarne,
Président de la Xunta de Galicia
Voorzitter van de Xunta de Galicia
Presidente de la Xunta de Galicia
Presidente da Xunta de Galicia.
Eric André,
Secrétaire d’Etat des Travaux Publics de la Région de Bruxelles Capitale
Staatssecretaris voor de Openbare Werken van het Brussels Hoofdstedlijk Gewest
Secretario de Estado de Obras Públicas de la Región de Bruselas Capital
Secretario de Estado de Obras Públicas de Rexion de Bruselas Capital.
XACOBEO 99
Galicia
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segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
Em queda.
Ontem, começou a cair uma parede de betão, de arame farpado, de metralhadoras e, essencialmente, de mentalidades, que separava, de um lado, um espaço que tinha prometido ser "o sol na terra" para quem nele vivesse, e do outro lado, o espaço que continua a prometer ser o paraíso.Foi a 9 de Novembro de 1989.
Já lá vão 20 anos.
Continuamos, uns mais que outros, na penumbra entre o sol e o paraíso.
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domingo, 1 de Novembro de 2009
Á G U A
O Espaço no-la trouxe.
O Espaço no-la levará.
Só não sabemos quando, e todos pensamos que mais vale tarde.
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Variação do tema anterior, mas em versão "molto allegro"
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quinta-feira, 29 de Outubro de 2009
Ocultem a face! Dúvidas muitas, algumas certezas.
Ou deveria?
Mas como o estado da justiça, no nosso Estado, está como está... cá vai.
“Segredo de justiça vs Presunção da inocência”:
Faz sentido, num Estado de direito, que venham a público nomes de pessoas, ligando-as a possíveis comportamentos criminosos, quando ainda decorre o processo de investigação, mesmo que algumas delas já tenham sido constituídas arguidas?
Isso acontece “contra a vontade” das autoridades judiciais, isto é, porque alguém na comunicação social, ou a ela ligada, tem um “sistema organizado e lubrificado de escutas” que leva a conhecer o que se passa dentro dos corredores das autoridades de polícia?
Ou, antes, é uma nova forma intencionalmente assumida (e sistemática, já se pode dizer) de fazer a política de/na investigação, especialmente quando estão envolvidas determinadas figuras políticas ou politicamente relevantes?
Se assim não é, porque alimentam o circo?
O que será que faz mover esta quebra sistemática do segredo de justiça? Criar um Estado, e um estado, comatoso, não reactivo, de indiferença (ou mesmo de aceitação como normalidade) sempre que se venha a saber que houve corrupção envolvendo “personalidades” políticas? Ou será a consciente aceitação de que é a única forma de punir as ditas, já que os processos acabam como se sabe?
“Status quo vs Revolução”:
O país precisa de fazer uma revolução ao actual regime de processo penal, para que não se promova a ilegalidade, ainda por cima em área de alta sensibilidade, como da aparente normal violação da presunção da inocência pela mediatização circense da violação do segredo de justiça;
O país não pode continuar a pactuar com procedimentos criminais prematuramente muito badalados, mas que não são consequentes no que toca ao fim para que deveriam ter nascido;
O país não se vai aguentar muito mais tempo com processos ditos de combate à corrupção, ou outros, que pretensamente envolvem pessoas que devem, ou deveriam, ser um referencial de e para a nação;
O país não resistirá muito mais tempo a ver processos ditos abertos para punir pessoas que terão enchido os bolsos, com milhões que fazem falta ao país que vive em endémico sufoco financeiro, e que terminam, precisamente, enchendo os bolsos a essas mesmas pessoas, via indemnizações.
Precisam-se de pocessos criminais desenvolvidos dentro de parâmetros objectivos e sem circo, que levem rapidamente, sem apelo nem agravo, corruptos e corruptores (não há uns sem outros) a “ocultarem a face” para o resto das suas vidas, se ainda lhes restar um pouco de vergonha.
E, também, se necessita de inventar um sistema eficaz de aferição política do carácter ético de cada actor político, antes e durante o exercício de funções públicas.
Circo prematuro? Não, obrigado. Ocultem a face.
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sexta-feira, 23 de Outubro de 2009
Dia do Exército. Colégio Militar. Polémicas... outravez.
Para quem vive fora de Lisboa e não conhece o local onde se situa o CM – mas é mesmo só por esta razão – lembro que o colégio se encontra instalado numa área nobre da cidade, terreno de muitos hectares, ali mesmo ao lado do CCColombo e do Estádio da Luz, com a 2ª Circular a tocar um dos lados. Imagino, sem conseguir saber ao certo, em contado, o valor comercial do terreno e nem isso consigo imaginar quando se fala nos valores que podem resultar da especulação imobiliária a edificar no mesmo. Isto, claro, se o CM sair dali, o que espero nao venha a acontecer.
Ah, mas estava a falar da polémica da educação que se ministra e vive no Colégio Militar, agora a eventual caminho dos tribunais criminais, junto com alguns antigos alunos.
Concordo que, entre outras coisas, uma lambada que perfura o tímpano é coisa grave que necessita de correcção e, para aquele ambiente, especialmente de prevenção. Não sei se propriamente tão grave que leve o jovem daquela instituição, autor de tamanho crime, a sentar-se no banco dos réus e a ficar com um registo criminal que, com o tempo, se virá a ler difusamente mas sempre a ensombrar o seu futuro.
Ao que parece, uns pontapés no rabo de um miúdo, dados por outro miúdo, também merecerá tratamento criminal, clamam alguns.
Como sabemos, vivemos num país onde qualquer comportamento socialmente reprovável e reprovado leva o seu autor a responder pelo crime e a ser severamente punido. Não escapa, não tem escapado, nenhum. Somos um país exemplar, quase sem crimes!
Nas demais escolas públicas e privadas, mesmo sem estarem situadas em terrenos valiosos para fins imobiliários, não se vislumbram processos criminais a nascer, claro. Simplesmente porque não há, não tem havido, nada que se possa comparar ao que se passa no CM:
Também não acontece, nessas escolas públicas e privadas, terem aulas de manhã à noite, sem “furos”, e que vão das disciplinas curriculares normais, à equitação, à ginástica, à esgrima, a diversas modalidades de desporto, à disciplinar militar, etc, instalações condignas e bem mantidas, laboratórios e bibliotecas bem equipados, liberdade com responsabilidade. Claro que também existe o regime interno, com o elevado risco que é jovens terem que se auto-governar durante 24 horas sobre 24 horas, aprendendo a crescer juntos.
Fico estupefacto com pais de alunos do CM que se queixam, ou denunciam, criminalmente, porque os filhos, que eles decidiram meter na instituição, levaram uns pontapés, uma “galheta”, de um jovem adolescente, mesmo que tenha mais 2, 3 ou 5 anos em cima. E pergunto se o fariam no caso do mesmo filho sofrer o mesmo tratamento, ou pior, se estivessem numa outra escola.
Pergunto-me se inscreveram os filhos no CM conscientes da vida que forçosamente os aguardava, e era forçosamente previsível, ou se foram tão inconscientes que nem imaginaram isso ou, pior, apenas se limitaram a ir depositá-los em estabelecimento onde ficariam a dar-lhes (aos pais) liberdade 24 horas por dia, durante toda a semana útil.
Parece-me que - para além de realmente serem necessárias medidas para melhorar, seja lá o que for e o CM não foge à regra, é susceptível de ser melhorado, e a vida da instituição militar tem tradição mas sempre vai ter que se ir adaptando aos tempos, desde que não perca a sua identidade - parece-me, dizia, que a direcção do CM terá que passar a ser mais exigente nas provas de selecção, não só dos alunos mas, especialmente, dos pais dos potenciais alunos.
O meu filho foi aluno do CM. Ele sente muito orgulho disso e eu por ele o ter sido.
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terça-feira, 20 de Outubro de 2009
domingo, 11 de Outubro de 2009
Ciclos da vida humana
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domingo, 4 de Outubro de 2009
A-C-O-R-D-Á-S-S-E-M mais cedo!!
Não se esqueçam de ir trabalhar bem cedo.
O sarcasmo de um funcionário da empresa de manutenção da estrada pode morar ali na esquina.
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sábado, 3 de Outubro de 2009
Referendo. Uma resposta. Muitas perguntas.
O que será que, em um ano, mudou no Tratado Europeu de Lisboa sem que se lhe tivesse tocado substancialmente?
O que terá levado a que uma Nação (a maioria vincula a totalidade) tenha dito NÃO, há uma ano, e diga SIM, agora?
O que foi que vergou uma Nação a um NÃO?
Ou que foi que vergou uma Nação a um SIM?
Logo agora que a crise económico-financeira parece estar a mudar de direcção, porque será que a Irlanda decidiu entrar em contradicção consigo própria?
Será que toda a Nação, há um ano, disse NÃO a outra coisa que não ao Tratado Europeu de Lisboa, e este apenas apanhou por tabela?
Ou será, pelo contrário, que a Nação sabia o que queria e teve que dizer que SIM a outra coisa que não ao Tratado Europeu de Lisboa?
Terá a Irlanda dito NÃO ao governo de então, através do referendo?
Terá o referendo recebido um SIM, quando os irlandeses quiseram dizer Não a outra coisa?
Terá sido a ameaça constitucional, mais ou menos subliminar, de que na Irlanda não se voltaria a votar um referendo ao Tratado, se agora ganhasse o NÃO, que amançou uma Nação?
Estranha democracia europeia esta, em que os seus povos andam, ou parecem andar, ao sabor da ocasião perante matérias da fundação das suas nacionalidades. Será que, afinal, as nacionalidades estavam apenas forjadas em interesses pouco comuns? Eram fictícias?
A iluminação das elites venceu a vontade das massas disformes. Talvez, afinal, sempre assim tenha sido e sempre assim terá que vir a ser.
Vergou-se um resistente. Ou terá sido vergado. Ou nem era resistente, afinal.
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