domingo, 12 de agosto de 2007

Gaivota


Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa,
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.


Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração
morreria no meu peito,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.

- - - - - - - - - - - Poema: Alexandre O'Neill
- - - - - - - - - - - Voz: Carlos do Carmo

14 comentários:

Aninhas disse...

Hello!
Passo por aqui e o que vejo...
O rapaz anda melancólico!
O melhor é deixar-te aqui uns Tchusses valentes, ó tunga dois...
**bj

Aninhas disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Aninhas disse...

Toma, ficas com 2 coments que é para dares o desconto aqui à loira...
(já estou desabituada destas lides..)

TCCCCCHHHHHUUUUSSSSSEEEESSS!!!

alfacinha disse...

Caro agridoce
O céu de Gent
A cidade Gent tem escrito a história de Flandres. Os habitantes desta cidade tinham forçados muitos privilégios dos soberanos. Uma pré-democracia, as cooperações tinham voto forte na direcção da cidade e muitos monarcas deveram aprender às suas custas que não podiam rir com os seus súbitos rebeliões. Adoro principalmente os canais e os seus edifícios de vários séculos, unido numa harmonia perpétua. Da estação para o centro histórico leva a pé dez e tal minutos. Cumprimentos

Marx disse...

Preparava-me para deixar aqui, só, um desejo de felicidades para a gaivota, quando reparei na referência a Gent. Que conheci e, também, fiquei espantado. Desde logo com as, inúmeras, igrejas que rodeiam o canal. Que dão uma impressão de força absolutamente teutónica. Ouvi um concerto de orgão, ou cravo eletrónico, numa delas que me extasiou. E me fez esquecer o almoço. O que dá uma excelente lembrança, a dor-de-barriga, da visita a essa cidade lindíssima. A Flandres profunda.

Marx disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
xistosa disse...

Não vou comentar as gaivotas, porque na minha cidade são uma praga.
Em lisboa não o serão?
Ainda por cima são uma porcalhonas, não usam cuecas e cagam os carros todos. E é cada pastelão.
Estou longe, num computa emprestado, para poder fazer umas visitas e convidar para uma paella de marisco e um "Barbadillo" blonco, semi-dulce, fresquíssimo.
Ainda estou com os pés debaixo da mesa e num computa emprestado, para poder fazer umas visitas.
O dono já ressona, pois a pinga tem 14º ... Ainda bem que há alguém que não sabe beber e de certeza, amanhã, não chegará aqui.
Cumprimentos e um abração.
Talvez a 21 já esteja operacional a 100 %.

xistosa disse...

Não escrevi Lisboa com maiúscula, por menosprezar a capital, sendo nato do Porto, é mesmo erro, dos que gralham o nosso dia a dia.
Estou novamente em liberdade condicional e vim espreitar.
O calor arrasa os corpos e não deixa pensar em condições.
Ontem nem falei no Poema e na voz que lhe dá cor, pois acho que não merecem o meu testemunho, são grandiloquentes, para a insublime xistosa.
Bom mês de Agosto, pois hoje o banho foi só com a vista.
As ondas alterosas, limparam a praia e todo o areal.
Amanhã será um novo dia!
Um até à vista!

marta disse...

Não sou capaz de comentar este post.
Desculpa


Beijinho

AGRIDOCE disse...

ANINHAS,

"Bons olhos te vejam"... por cá.

Obrigado pela visita e pelos dois comentários que souberama três :)).

Irei visitar-te e voltar a dar-te lugar ali ao lado, que o mereces.

Bjs

AGRIDOCE disse...

ALFACINHA,

Foi bom ver um comentário de Gent num post de Lisboa. Porque, como se sabe, estão muito mais ligadas do que parece à primeira vista.

Vou agendar uma ida de "repórter fotográfico" aquelas paragens.

AGRIDOCE disse...

MARX,

Um destes dias vou "plantar" por aqui umas fotos de Gent.

Obrigado pela visita.

AGRIDOCE disse...

XISTOSA,

Já estava a sentir a falta dos teus comentários ácidos ;)).

Que o dia 21 chegue depressa.

AGRIDOCE disse...

MARTA,

O post foi deixado num momento em que o meu espírito cantava de saudades por Lisboa. Só isso.
Por isso chamei o O'Neil e o Carlos do Carmo para me acompanharem.

Não comentes à força, que a obrigação não faz parte (ou não devia fazer) da blogosfera.

Acontece que tenho andado com os dedos lentos e as teclas do computador escorregadias a escaparem-se-me dos dedos, pelo que não tenho feito muitas visitas por aí e acolá, e menos ainda deixo rastos escritos.

Obrigado pela visita.

Beijinhos