sábado, 27 de outubro de 2007

Passeando por Bruxelas

No post que aqui fica podem ver o slideshow de "meia dúzia" de fotos que fui e vou tirando por aqui - irei acrescentando à medida que houver mais.

Mas também podem ver a apresentação foto a foto, clicando A Q U I.

Agrupei-as segundo o critério geográfico e/ou temático.

Em muitas, tenho referências ou aos locais, ou a algo que me decidi deixar como legenda/documentário.



domingo, 21 de outubro de 2007

Bruxelas. Vai mais uma voltinha?

Vamos dar mais uma voltinha por Bruxelas?

Sim?!

OK.

Quando se fala de Bruxelas, como sabemos, estamos a falar de uma, mas também de várias coisas, embora todas interligadas.

Não me vou substituir à Wikipédia ou outros sites, estejam descansados, pois também lá tive que ir beber. Vou apenas sumariar alguns pontos que, penso, podem ser interessantes.

Falamos de Bruxelas para nos referirmos à cidade (Bruxelas-cidade), que é um dos municípios da Região Autónoma Bruxelas, ou ainda à capital da Federação Belga, à capital da Comunidade Flamenga, ou para nos referirmos à “capital da União Europeia” (Bruxelas-Capital), uma das três que fazem parte deste mosaico politicamente complexo, pois a Federação Belga é, ainda, composta por três Comunidades (linguístico e culturalmente diversas).

São regiões (equivalentes a estados federados), a Flamenga, a Valã e a de Bruxelas-Capital, cada uma com um governo e parlamento próprios.

Existem as Comunidades Neerlandesa, Francesa e a Germanófila.

Geograficamente, as duas últimas estão na Região Valã.

E, ainda, as regiões linguísticas: a região da língua francesa; a região da língua néerlandesa; a região bilingue de Bruxelas-Capital e a região da língua alemã.

Inserida no território histórico da Região Flamenga (Brabant), a Região Bruxelas-Capital tem, também nesta perspectiva, um estatuto especial.

As Comunidades têm competências exclusivas em matéria de ensino, cultura, saúde, apoio social e o emprego da língua (esta última, não se aplica à Região de Bruxelas-Capital, onde a língua francesa é, cada vez menos, a mais utilizada).

Imaginam uma confusão destas em Portugal?

Confusão política, jurídica, económica, etc?

Já teria havido tantos murros e pontapés e tiros, que só os portugueses que se tivessem protegido com a emigração ainda conseguiam estar com o céu da boca quente!

Por aqui, embora já há cinco meses se aguarde por um governo, só se ouvem sussurros de algumas lambadas com luvas, nem sempre de pelica, e ameaças (à surdina) de que a coisa pode fazer esfriar o céu da boca a muita gente, se não torcer para um dos lados. Democracia!

Há, depois, um outro tipo de divisões administrativas idênticas às nossas: as províncias (? – sim, entre nós é figura que não se sabe muito bem se ainda existe ou se já acabou) e as freguesias.

Bruxelas apenas tem o seu território dividido por comunas (municípios, mas que mais me parecem as nossas freguesias em Lisboa), ao contrário das outras duas regiões. Dezanove comunas, ao todo.

Aqui, chego “aos meus finalmentes”.

No mapa que apresento podem ver onde se situam e a sua área proporcional (relação entre elas).

Mapa das Comunas de Bruxelas

Região de Bruxelas-Capital / Freguesias (Communes)

-1 - Bruxelas-cidade

Esta é a "commune" (comuna ou município) mais importante de todas as que existem na Bélgica, pelo menos desde que eu vim para cá :).

Desde há uns anos que começa a recuperar do abandono a que chegou pela perda de uma grande parte dos seus habitantes para as periferias, transformando-se os seus espaços em edifícios de serviços ou, pura e simplesmente, em espaços devolutos, com tudo o que isso tem e trás de decadente.
É a parte mais conhecida dos “turistas temporários de mala com rodinhas” e está dividida em seis áreas claramente distintas:
- O Pentágono (no centro da cidade, constitui a sua parte histórica. O edifício camarário e a sua praça mundialmente conhecida e multi-bilionarmente palmilhada por pares de pés de todas as nacionalidades, a Grand Place, etc.);
- Laeken (aí se desenrolou a Exposição Universal de 1935, onde também se localizam, entre outras coisas, o Atomium, o Estádio de Heizel (Heysel), embora mantenha uma certa ligação à vida semi-rural;
- Neder-over-Heembeek;
- Haren;
- O Eixo sul de Louise-Roosevelt (com os tradicionais chalés de um/dois ou mesmo três andares, e o “Picadeiro comercial de luxo” cá do sítio);
- O quarteirão europeu (Léopold, Schuman e diversas praças)

-2 - Jette
Considerada o Pulmão da cidade, por aí se situar a reserva natural de Poelbos. Também aí se encontra o Parque do Rei Balduíno.

-3 - Ganshoren
Antiga zona de campos agrícolas, onde ainda se podem ver alguns, já foi território de Jette. O Pântano de Ganshoren deu-lhe o nome, e aí se encontra uma reserva natural, rica em espécies ornitológicas.

-4 - Berchem-Sainte-Agathe
...

-5 - Koekelberg
Tem, como ponto central de atenção, a Basílica de Koekelbergh, dedicada ao Sagrado Coração, considerada a quarta maior do mundo.


-6 - Molenbeek-Saint-Jean
A “Pequena Manchester belga” teve outrora uma intensa actividade insdustrial desenvolvida ao longo do canal e da linha férrea.


-7 - Anderlecht
Muito urbanizada, mas mantendo muitos espaços verdes.
Tem, como ponto central de atenção, a Casa de Erasmo de Roterdão (Érasmus Desiderius Roterodamus), museu comunal dedicado ao célebre humanista, na casa que foi do seu amigo Pierre Wichman, e onde viveu por cinco meses, em 1521.


-8 - Forest
A fonia do seu nome não engana!
Comuna verde, onde se pode passear pelos Parc Duden, Parc de Forest, Parc de l'Abbaye de Forest, Parc Jacques Brel, Parc Abbé Froidure e pela zona de Bempt (= pradaria).
Para se apreciar edifícios Arte déco e moderna.


-9 - Uccle
"É uma comuna com uma boa qualidade de vida: casas muito bonitas, bastantes espacos verdes e servicos e comércio de qualidade." (contributo de MRP)

10 - Saint-Gilles
Ponto de referência: a Estação do Sul (Gare du Midi).


11 - Ixelles
Onde se situa o Parlamento Europeu. É considerada a “comuna” dos artistas. E agora, sem qualquer cinismo, é a parte onde, historicamente, assentou praça a comunidade portuguesa. A maioria, claro.


12 - Watermael-Boitsfort
Tem uma grande área coberta pela “Floresta de Soignes” (38% da floresta).


13 - Etterbeek
Onde se situam os “campus” universitários da ULB e da VUB.


14 - Saint-Josse-ten-Noode
A mais pequena comuna, mas com maior densidade populacional. Aqui se concentra a maior parte da população turca de Bruxelas, embora estejam presentes diversas gentes e culturas.
Ponto de referência: o antigo Jardim Botânico.


15 - Schaerbeek
"É a comuna da comunidade muculmana por excelência. Tem fantásticos exemplares da arquitectura art nouveau."
(Contributo de MRP)

16 - Evere
...

17 - Woluwe-Saint-Lambert
Aqui se encontra um dos melhores centros comerciais, que tem a oportunidade de me ver muitas vezes. Nem muito grande, nem muito pequeno. Faz-me lembrar o Fonte Nova, em Lisboa.
É uma freguesia interessante. Se fosse hoje, tentava viver por ali.


18 - Woluwe-Saint-Pierre
Sede de muitas embaixadas e consulados.
"Em WSP destacaria a área de Stockel que parece uma pequena vilazinha dentro da cidade (até cinema, daqueles só de uma sala, tem)." (Contributo de MRP)

19 - Auderghem
...


domingo, 14 de outubro de 2007

Cantando e caracterizando uma comunidade - II

Como estou em época de passear-vos por Bruxelas (e ainda não vou acabar a volta por aqui, tenham paciência!), deixo-vos com a foto da Fundação Internacional Jacques Brel, que fica na Place de la Vieille Halle aux Blés, entre o Grand Sablon e a Grand Place, cujos fundos se destinam a financiar a luta contra o cancro, e ajudar artistas e crianças hospitalizadas.

O livro de poemas de Brel está presente no ensino secundário, tanto quanto me dizem, e quem me diz saberá do que fala.

Como no post anterior se falou dos "cochons"... aqui vai a canção (para mim uma das melhores de Brel) e a respectiva letra (em francês, pois claro, pois é assim que ela deve ser apreciada).

É para se ir lendo e ouvindo.


English subtitles

Les bourgeois

JACQUES BREL

Le cœur bien au chaud
Les yeux dans la bière
Chez la grosse Adrienne de Montalant
Avec l'ami Jojo
Et avec l'ami Pierre
On allait boire nos vingt ans
Jojo se prenait pour Voltaire
Et Pierre pour Casanova
Et moi, moi qui étais le plus fier
Moi, moi je me prenais pour moi
Et quand vers minuit passaient les notaires
Qui sortaient de l'hôtel des "Trois Faisans"
On leur montrait notre cul et nos bonnes manières
En leur chantant

Les bourgeois c'est comme les cochons
Plus ça devient vieux plus ça devient bête
Les bourgeois c'est comme les cochons
Plus ça devient vieux plus ça devient c...


Le cœur bien au chaud
Les yeux dans la bière
Chez la grosse Adrienne de Montalant
Avec l'ami Jojo
Et avec l'ami Pierre
On allait brûler nos vingt ans
Voltaire dansait comme un vicaire
Et Casanova n'osait pas
Et moi, moi qui restait le plus fier
Moi j'étais presque aussi saoul que moi
Et quand vers minuit passaient les notaires
Qui sortaient de l'hôtel des "Trois Faisans"
On leur montrait notre cul et nos bonnes manières
En leur chantant

Les bourgeois c'est comme les cochons
Plus ça devient vieux plus ça devient bête
Les bourgeois c'est comme les cochons
Plus ça devient vieux plus ça devient c...


Le cœur au repos
Les yeux bien sur terre
Au bar de l'hôtel des "Trois Faisans"
Avec maître Jojo
Et avec maître Pierre
Entre notaires on passe le temps
Jojo parle de Voltaire
Et Pierre de Casanova
Et moi, moi qui suis resté le plus fier
Moi, moi je parle encore de moi
Et c'est en sortant vers minuit Monsieur le Commissaire
Que tous les soirs de chez la Montalant
De jeunes "peigne-culs" nous montrent leur derrière
En nous chantant

Les bourgeois c'est comme les cochons
Plus ça devient vieux plus ça devient bête
Les bourgeois c'est comme les cochons
Plus ça devient vieux plus ça devient c...

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Cantando e caracterizando uma comunidade - I

English subtitles - Legendas em inglês

JACQUES BREL

Les flamandes

Les Flamandes dansent sans rien dire
Sans rien dire aux dimanches sonnants
Les Flamandes dansent sans rien dire
Les Flamandes ça n'est pas causant
Si elles dansent c'est parce qu'elles ont vingt ans
Et qu'à vingt ans il faut se fiancer
Se fiancer pour pouvoir se marier
Et se marier pour avoir des enfants
C'est ce que leur ont dit leurs parents
Le bedeau et même Son Eminence
L'Archiprêtre qui prêche au couvent
Et c'est pour ça et c'est pour ça qu'elles dansent
Les Flamandes
Les Flamandes
Les Fla - Les Fla - Les Flamandes

Les Flamandes dansent sans frémir
Sans frémir aux dimanches sonnants
Les Flamandes dansent sans frémir
Les Flamandes ça n'est pas frémissant
Si elles dansent c'est parce qu'elles ont trente ans
Et qu'à trente ans il est bon de montrer
Que tout va bien que poussent les enfants
Et le houblon et le blé dans le pré
Elles font la fierté de leurs parents
Et du bedeau et de Son Eminence
L'Archiprêtre qui prêche au couvent
Et c'est pour ça et c'est pour ça qu'elles dansent
Les Flamandes
Les Flamandes
Les Fla - Les Fla - Les Flamandes

Les Flamandes dansent sans sourire
Sans sourire aux dimanches sonnants
Les Flamandes dansent sans sourire
Les Flamandes ça n'est pas souriant
Si elles dansent c'est qu'elles ont septante ans
Qu'à septante ans il est bon de montrer
Que tout va bien que poussent les petits-enfants
Et le houblon et le blé dans le pré
Toutes vêtues de noir comme leurs parents
Comme le bedeau et comme Son Eminence
L'Archiprêtre qui radote au couvent
Elles héritent et c'est pour ça qu'elles dansent
Les Flamandes
Les Flamandes
Les Fla - Les Fla - Les Flamandes

Les Flamandes dansent sans mollir
Sans mollir aux dimanches sonnants
Les Flamandes dansent sans mollir
Les Flamandes ça n'est pas mollissant
Si elles dansent c'est parce qu'elles ont cent ans
Et qu'à cent ans il est bon de montrer
Que tout va bien qu'on a toujours bon pied
Et bon houblon et bon blé dans le pré
Elles s'en vont retrouver leurs parents
Et le bedeau et même Son Eminence
L'Archiprêtre qui repose au couvent
Et c'est pour ça qu'une dernière fois elles dansent
Les Flamandes
Les Flamandes
Les Fla - Les Fla -Les Flamandes.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Amor sem tréguas

É necessário amar
qualquer coisa, ou alguém;
o que interessa é gostar
não importa de quem.
Aguarela de Carol Carter - - - - - -
Não importa de quem,
nem importa de quê,
o que interessa é amar
mesmo o que não se vê.

Pode ser uma mulher
um pedra, uma flor,
uma coisa qualquer,
seja lá do que fôr.

Pode até nem ser nada
que em ser se concretize,
coisa apenas pensada,
que a sonhar se precise.

Amar por caridade,
sem dever a cumprir,
uma oportunidade
para olhar e sorrir.

Amar como o homem forte
só ele o sabe e pode-o;
amar até à morte,
amar até ao ódio.

Que o ódio, infelizmente,
quando o clima é de horror,
é forma inteligente
de se morrer de amor.

- - - - - - - - - - - - - - - - -António Gedeão
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

domingo, 30 de setembro de 2007

"Bruxelas - II" - escapadinha às estátuas.

Bruxelas tem um vasto património estatuário.

A maioria está ligado aos "edifícios de regime". São estátuas de grande porte, colocadas nesses edifícios ou junto a eles. E, quase invariavelmente, estão ligados aos dois momentos de grande sofrimento pela Europa - I e II Guerras Mundiais, em que as terras belgas foram lençol para muito sangue humano derramado.

Há, depois, esculturas mais modernas, entre as quais, as de pequeno porte, diria de muito pequeno porte. Eu apresento-as com a palavra "miniatura" a iniciar os meus comentários/legendas a cada uma (basta dar um clique na foto do slideshow, para que apareça. Depois é deixar correr a apresentação). Entre estas, contam-se as do Mannenken e da Jannenken Pis, mas há mais, como podem ver.

No slideshow podem ver fotos de um edifício (é assim que está oficialmente classificado), como se de uma estátua se tratasse. Para mim, fica entre a classificação de estátua/escultura e de edifício. Foi "plantada/o " para a Exposição Universal de 1958, que decorreu em Bruxelas.

Como já adivinharam, é o ATOMIUM, reaberto o ano passado, depois de obras de manutenção e remodelação.




Repito-me, como o tenho feito com os outros posts idênticos: irei actualizando os conjuntos de fotos.

Tenham uma boa semana.

Um violino no telhado





Hoje foi dia para ir à minha DêVêDótéca, pegar num dos filmes da celebração dos 100 anos de cinema que comprei na última semana que estive na Tuga e re-re-ver esta obra cinematográfica.

Não sou um grande fã de filmes musicais, mas este... tem sumo. No enredo e, especialmente, na superior representação de Topol. É a minha opinião, claro, mas estou bem acompanhado.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

3 rapidinhas - primeira.


Segundo os media de hoje, o INE perspectiva que, no próximo quartel (não, não é edificação militar, é o período de 25 anos), teremos uma mais que duplicação no índice de envelhecimento, em Portugal.


Dos actuais 112 velhos (> 65 anos), contra 100 com idades inferiores a 14 anos, passarão a existir 242 contra 100.


Tendo em atenção ao que, actualmente, está a acontecer com as reformas/pensões, alerta-se:


Atenção jovens actuais e futuros!


"CUIDEM MUITO BEM DO VOSSO PASSADO".

3 rapidinhas - segunda.

Este fim de semana, vamos assistir à continuação e fim do ensaio da telenovela "Um leader a fingir", que correrá para os lados do "PSD - Palco Sem Democracia".

Ao certo, de tão temporário, ninguém acredita, sequer, que se trate de um ensaio real, tal o nível dos artistas que concorreram para desempenhar o principal papel. Um deles, falha um local por milhares de quilómetros, local esse que veio a lume por ter figurantes da telenovela.

Uma fonte cristalina de água turva garantiu ao repórter do Belgiumtugadois o seguinte:

"É TUDO MENTIRA. NO PASA NADA".


PS.: Y pasou.
Agora, vou ficar plantado à espera que o novo líder vá fazer uma visita aos "200 índios de Maringá, na Amazónia, inscritos ilegalmente para as eleições".

O quê?! Não eram 200, mas vinte e dois?! Maringá não fica na Amazónia, mas no Paraná?! Não são índios, mas emigrantes portugueses?!

Não faz mal, quero ver na mesma, ainda com mais vontade.

3 rapidinhas - terceira.

O Banco Munidal e as Nações Unidas lançaram uma Iniciativa, publicada no Relatório StAR (Recuperação de Activos Roubados), cujo objectivo é recuperar o produto de diversas actividades criminosas, como a corrupção, a contrafacção, o tráfico de drogas, o branqueamento de capitais, as fraudes fiscais, etc., cujos epicentros se situam em países economicamente menos desenvolvidos, no topo dos quais se elencam países como o Iraque, a Somália, Myanmar (Birmânia), ... .


Uma outra organização internacional (TI) recebeu positivamente aquela iniciativa, esclarecendo o problema actualmente existente: grandes praças financeiras de países ricos dão cobertura às massivas transferências de activos de países pobres, sem olhar à proveniência dos mesmos.
Acusa-os mesmo de responsabilidade em toda a trama, dificultando o repatriamento desses activos às origens.


Isto é, só existem actividades ilícitas a tão elevado nível nos países mais pobres, porque "alguém apara o golpe" nas praças financeiras dos países mais ricos.


Dito em português de ciência feita no tempo:


"TÃO LADRÃO É O QUE VAI À HORTA COMO O QUE FICA À PORTA".

terça-feira, 25 de setembro de 2007

"Bruxelas - I" - escapadinha à parte nova.

Não me devo enganar muito se, tal como eu, a maior parte das pessoas pensa Bruxelas como uma cidade exclusivamente de edifícios baixos, escura, fachadas em pedra e/ou tijolo, escuros e enegrecidos pelo tempo e a humidade e toda a poluição "natural" a uma quantidade de tráfego automóvel de uma capital... europeia, em que o sol não penetra as camadas de nuvens com residência e choro quase permanente.

Não sendo mentira, vai sendo cada vez menos verdade. Aos poucos.

Deixo-vos um olhar sobre, essencialmente, um bocadinho da parte norte da cidade onde vão nascendo avenidas com o tipo de arquitectura de edifícios envidraçados, como os do quarteirão das Instituições. Foram tiradas este domingo, com o aroma do outono já no ar, espalhado pelas cores das folhas das árvores.

São poucas as fotos, mas é o que há para já. Quando houver mais, para cá virão (quem sabe se só no Verão).



Até um destes dias.

E tenham uma boa semana.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Excentricidades!

A Q U I deixei fotos de uma viatura com pinturas caricatas, post onde disse que andava a ver se fotografava esta que vos apresento hoje.


Sem mais comentários da minha parte.

Só tive pena de não ter conseguido fotografar o dono, que faz jus à viatura que passeia por Bruxelas.

Excentricidades
Excentricidades
Excentricidades
Excentricidades




domingo, 23 de setembro de 2007

Aaaaarrr puuurooooo !!!

Hoje foi "Dia sem automóveis", em Bruxelas e quase toda a Europa.

Peguei na minha "vélo", "bike" ou "burrinha", como queiram, e juntei-me ao molhe de ciclistas que calcavam asfalto e paralelipípedos, e andei sem resistências automóveis, por onde quer que fosse. Às vélos juntaram-se muitos patinadores "em linha", peões e cavaleiros.


Bom, não foi bem assim, mas quase.

Estavam autorizados a circular dentro da área vedada, os transportes públicos, de segurança e de emergência. Dentro da cidade ainda havia alguns troços transitáveis para automóveis (sempre há ligações que não se podem cortar), mas quer para uns, quer para outros, a velocidade máxima era 30 km/h.

Eu não andei com radar a controlar, claro. Mas não vi nenhum a ultrapassar-me, logo...

Também se correu com o tabuleiro com garrafa e 3 cálices cheios, com prémio para o mais veloz sem deixar cair gota.

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- - - - - - - - - Aumentar e ler os comentários. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Aumentar e ler os comentários.

sábado, 22 de setembro de 2007

Almoço de sábado



Anda por "este meu burgo" um caminhante que, para além de uns textos com piadas, também faz alguma coisa de útil ;) .

Um destes dias, fui até ao burgo dele e… resolvi copiar Este Roteiro Gastronómico para o meu almoço de hoje.

A receita dele é para cinco pessoas.

Como me fartei de andar a pé e me comecei a lembrar de como a minha mãe fazia tal prato (já saboreava o almoço, ainda o não tinha começado a fazer), resolvi dividir as quantidades por cinco e multiplicar por dois.

Só que… quando cheguei à mesa, era 3 a comer (não há erro, não falta nenhuma letra).

Depois do almoço e do café, lá veio um single malt 15 anos fazer-me companhia.

Ainda mal me posso mexer.

Ah! A alma angolana pediu-me para lhe deitar piri-piri. Num arroz como aquele… tinha que ser, para melhor empurrar a cerveja “instupidamente gelada” que o Verão, ao passar por cá para se despedir, obrigou a servir-me.

Bom apetite.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

The Alamo

Mesmo quando não reconheceu em William B. Travis capacidade de comando ao pequeno grupo sediado no forte (este parece ser um ponto pouco consensual), David Crockett, após hesitação, cerrou fileiras e ajudou a defender a antiga “Misión San Antonio de Valero”, depois rebaptizada por Alamo (nome herdado dos espanhóis), com a sua própria vida.

As forças do mexicano General Antonio López de Santa Anna, que se diz terem sido compostas por 7 mil homens, após algumas tentativas pôs fim à defesa do forte por parte dos menos de 200 alinhados texanos que, sem reforços que chegassem a tempo, ali se encontravam para o defender. Conseguiram entrar, embora por lá não viessem a permanecer por longo tempo.

A batalha em Alamo, a missão transformada em forte na guerra da secessão da União Mexicana, com avanços e recuos até à incorporação no Texas de uma boa parte do território (ao tempo, na República do Texas, hoje estado federado do Texas), foi um um dos eventos que ajudou a construir a quase inexistente história dos E.U.A. Diria melhor, com a grandeza e os séculos das páginas da história europeia.

D. Crockett é uma das figuras do imaginário dos que viveram a época dos filmes de cowboys.

Boca a olhar para o lado, como se estivesse sempre a falar para ninguém o perceber, braços em arco, sempre prontos a sacar os revólveres, mesmo quando os não possuía, andar gingão esquisito, deixando-nos a dúvida se era marca comercial de artista, alguns resquícios de acidente na coluna, ou vício um pouco mais ao fundo, David Crockett marcou uma época.

Estou a misturar, propositadamente, a histórica lendária figura com John Wayne, o não menos lendário actor americano de cinema, claro.

John Wayne produziu, realizou e interpretou o filme “The Alamo”, segundo parece tão fiel aos relatos do que se passou no forte, quanto foi possível.

Ainda bem que aconteceu a escaramuça em Alamo, digo eu.

Com a capacidade que é reconhecida aos americanos para fazerem películas onde há cheiro a dinheiro, para além de também serem viciados no cheiro do petróleo (bem pesquisado, chegar-se-ia à conclusão que Alamo aconteceu por causa de deitarem cheiro a ambos), ficamos com uma obra prima do cinema que, com as novas técnicas da digitalização e remasterização em DVD, podemos ir revendo com boa qualidade de imagem e som.

Além deste filme, foram relançados outros na colecção “100 anos”, celebrando um século de cinema.

Comprei mais alguns. Os que me diziam alguma coisa e gostaria de possuir na minha “DêVêDóteca”.

The Alamo, o forte, actualmente é um museu.

Pode ser visitado A Q U I

domingo, 16 de setembro de 2007

Mania da importância!


Hoje, arranjei paciência e teimosia e decidi demonstrar ao “papelito”, aquele que de há uns tempos se andava a esconder de mim, que o iria encontrar, custasse o que custasse.

E custou!

E como ainda está a custar!

De vez em quando, lembrava-me que o tinha por aqui, que precisava de o ler, e lá lhe dava uns minutos e leituras a outros papéis, em diagonal, que me apareciam no caminho, postos por ele, só para me confundir na procura.

Não! Hoje ele vai ficar a saber que não é assim tão importante e esperto como isso, pensei. E se bem o pensei… mais depressa passei ao ataque.

Estratégia montada, iniciei a guerra.

Horas depois, muitas horas, horas demais para a importância a que o papelito se arrogava, encontrei-me com cinco sacos de plástico cheios de revistas e envelopes e originais e cópias e fotocópias e impressões da net, que ao seu tempo teriam super-importância, depois de terem sido o melhor rasgados em bocadinhos que foi possível fazê-los, por vingança e raiva por o papelito continuar a brincar às escondidas comigo, e depositei-os no local que esperava por eles há muito: o contentor do lixo.

Tomem lá para aprender!

Sempre que acabava de ler em diagonal uma revista, um papel daqueles prestes a ir para o plástico em bocadinhos, perguntava-me porque foi que ele se tinha sentido tão importante para estar a ocupar o espaço que me falta neste pequeno apartamento, alguns há mais de três anos!

Depois de chegado da última leva de papelada ao contentor, olhei para uma das pastas e… dei, com quanta força tenho, com a palma da mão na testa e com esta na parede, muitas vezes, até doer tanto que tive que parar, não tivesse que ir parar ao hospital por causa de um papelito sem importância nenhuma.

Finalmente sabia o que tinha feito ao papelito.

E disse para com os meus botões, dentro de pouco tempo lá vais andar também à procura de umas papeladas, que se tornarão importantes, mas que foram parar ao mesmo sítio para onde levaste o papelito importante, num dia como este, algures na última limpeza e rasgadela de papelada: no lixo, quiçá já multi-reciclado.

É a vida!

sábado, 15 de setembro de 2007

Irmãos Pis: a Jeanneken e o Manneken.

Embora o dia nacional da República do Chile só seja a 18 de Setembro, o Manneken Pis esvaziava a bexiga “à chilena”, hoje, em jacto permanente como é o hábito deste boneco bruxelense.

No entanto, ontem, urinava a conta-gotas. Foi o dia da sensibilização à despistagem precoce do cancro da próstata.

Ao longo do ano, lá vai mudando de roupa dia a dia. Raramente se expõe a resfriados.

Aquele boneco leva milhares de pessoas ao cruzamento onde está a sua fonte.

O que nem toda a gente sabe é que também existe uma boneca a tentar fazer-lhe concorrência, embora lhe tivessem dado como morada um cantinho bem escondido!

Aqui está ela, a Jeanneken Pis, coitadinha, sempre despida.




sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Ficção



Naquele dia, em que entrando pelos teus olhos te ofusquei o coração, bateste à porta do meu e arrendaste-lhe todo o espaço disponível.

Há quanto tempo!

Os dias foram sendo sempre sofregamente vividos.

Umas vezes apenas pelas nossas almas que comunicavam com o melhor instrumento sem fios que tivemos - o amor - forte e de uma energia tal que qualquer outro aparelho depressa se derreteria sem apelo.

Outras, viajávamos pela nave mais rápida que o homem ainda não construiu, quando caíamos em cada uma das nossas células, vivendo séculos em segundos, e atravessámos os nossos universos até aos confins do infinito, onde vimos galáxias de maravilhosas cores inexistentes, estrelas onde dançávamos ao som dos blues que ainda não foram produzidos, pousávamos em planetas puros para descansarmos das horas das viagens que estavamos a encetar e poder, ao fim de alguns minutos, retomá-las sem nunca darmos carta de alforria aos segredos sussurrados sem uma única palavra, aos choques eléctricos que recebíamos quando nos tocávamos sem parar.

Ao fim de cada viagem, ficava-nos a certeza do recomeço no momento seguinte, incansáveis.

Mas o tempo passou e tudo foi sendo posto em causa. Ao amor, puro, juntou-se-lhe o egoísmo.

Dos sentimentos, pouco mais restam que cinzas a toldar a relação, saídas de um vulcão que ainda continua activo, vomitando lava escaldante montanha abaixo, como se fosse água cristalina a rolar pela face, afogando a tua ausência, em cada noite desta vida de tormento.

De manhã, o despertador toca em rotinas diárias sem fim.

Acordo.

Então vejo que mais um pesadelo passou.

A vida assim não existe.

É ficção!

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Aveiro - escapadinhas.

As fotos não são minhas.

Foram-me enviadas por pessoa amiga que me autorizou a postá-las aqui no blogue (obrigado Selene).

Aveiro é a Veneza em Portugal.

Diria mesmo que em Itália existe uma Aveiro: Veneza.

A água alimenta o ambiente que ali se vive. Do mar à Ria, dos moliceiros às salinas.

Tempos houve em que, nas minhas férias, ano após ano (durante uns quantos), até conhecer quase todo o país continental, Aveiro era ponto obrigatório de paragem por mais que um dia, sempre que aquela região teve que ser atravessada. Algumas vezes, forçava a rota.

Deixo-vos as fotos e ESTE LINK, para quem quiser ler alguma coisa da sua história e, também, apreciar muitas e boas fotos.






























domingo, 9 de setembro de 2007

Tervuren – Escapadinha em revista.

Ainda o calendário informava que a Primavera iria começar a marcar presença dentro de dias, já um dia de sol digno de Verão abafou o Inverno em despedida.

Aproveitei (por aqui nunca se sabe quando se repete tal benção) e fui até Tervuren, uma comuna da Região Flamenga, da província Brabant, que faz fronteira com a Região Bruxelas-Capital.

A afluência de um grande número de bruxelenses, aos fins de semana, tem como destino o parque e, também, o Museu Real da África Central.

Eu, quando para lá me dirijo, vou por isso, especialmente para “esticar as pernas” cansadas de uma semana, pelo parque e a floresta que o rodeia (já visitei o museu duas vezes), mas também pelos gelados que se servem na geladaria que fica ali “à mão de semear”, pronta a repor as energias gastas no passeio.




Tenham um boa semana.

sábado, 8 de setembro de 2007

Como é possível?!

Tenho andado com uma bola no estomâgo, que tem aumentado com o passar do tempo.

E com as lágrimas fáceis a correr face abaixo.

Acredito que estes dias o tema Maddie vai ser teclado até à exaustão, também no mundo blogático.

Não vou entrar em apreciação técnica dos pormenores da investigação que têm vindo a público.

Acima de tudo, porque o que vem a público pode ser verdade, mas será sempre parcial, o que pode induzir à ilusão, ou pode ser uma ilusão mediática que induza a uma realidade inexistente.

Terei (teremos) que esperar pelo fim de todo este "teatro" (sem ter a certeza que aquele jantar de amigos em que se deixaram as 3 crianças em casa - provavelmente com uma já sem ter possibilidades de acordar, talvez até já sem estar a dormir em casa naquele dia - não foi mais que mais um teatro montado, real ou virtual), para saber se o alegado rapto foi verdadeiramente um rapto, ou apenas uma tentavia de rapto da hedionda verdade.

Ainda quero continuar a acreditar que aquele sorriso continua a existir, nuns olhos doces e face inocente, corpo na idade dos primeiros passos para a alegria de viver, ainda longe de chegar à animalidade de coração gelado dos adultos.

Ainda quero continuar a acreditar que a criança foi raptada e, por força da idade, já sorri no colo de outro adulto, pérfido.

Nem quero imaginar que os pais de uma criança tenham praticado tamanha atrocidade, mesmo que nem se trate sequer de homícidio.

Nada justificará, ou justificaria, que montassem um circo de recolha de milhões, que ainda continua à solta, à custa de um ser que nasceu deles e que eles, acima de qualquer outro ser neste mundo, deveriam cuidar em todos os momentos.

A constituição de arguido, em Portugal, deixa, obrigatoriamente, fumos muito escuros sobre a ligação de uma pessoa à prática do(s) crime(s) que estão sob investigação. Sem ser definitiva ou um ponto final, é um mau ponto de partida ou, neste caso, de continuação ao fim de quatro meses.

Maddie, se tudo o que agora começa a vir a público aconteceu, os teus pais não merecem viver.

Que se suicidem, como forma de minorar o que fizeram. Sem ser possível anular tamanha barbaridade de comportamento.

Olho para as tuas fotos com que nos deparamos na net ou nos media.

Quero, espero e rezo, mesmo sem acreditar muito em rezas, que continuas a sorrir.

Por ti, mas também por mim. Para não ser confrontado com a tamanha cruel realidade que parece estar a aparecer aos meus olhos, que já me tolda a visão e me não deixa fazer uma refeição sem sentir náuseas pelo que te pode ter acontecido.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Porto - escapadinha.


Bye, bye, férias!

Ainda tenho uns dias pendurados… mas faltar-lhes-ão o sol, os dias maiores ou as noites (escolham), o calor, o espírito geral de boa disposição na cara das pessoas, para lhes dar o verdadeiro sabor a férias.

A não ser que… Pois, é. É isso mesmo. A não ser que eu vá ter com esse espaço / tempo. Logo se verá.

A semana teve o ponto alto no Porto. “Red Bull Air Race” foi o apelo principal.

Um pouco fora de tempo este post.

Dois dias a ver aeromodelismo em ponto um bocadinho maior, mas sem se ver ninguém em terra a puxar fios ou com rádio-comando nas mãos.

Incrível a precisão e rapidez dos movimentos daqueles brinquedos.

Incrível, também, o amontoado de gente que, como eu, resistiu ao sol escaldante de um céu límpido de verão em Portugal. Será que também já começaram a perder a pele?

Incrível, ainda, a experiência que vivi no sábado.

Saindo do Ipanema Hotel resolvi, prevendo uma maior enchente no Porto, levar o carro ao colo até ao outro lado e ficar em Gaia a apreciar a corrida.

No dia anterior, a pé, fui até lá e tive uma perspectiva completa da mesma. E uma vista maravilhosa da cidade do Porto, iluminada por toda aquela luz solar. Assim, repetiria a dose para a vista e ficaria com a viatura pronta a “levantar ferro” por forma a fugir à confusão da fuga ao fim do dia. Pensei.

Puro engano. Tive que estacionar no parque do Corte Inglês e tentar chegar lá abaixo, ao rio, a pé. O que também não foi possível. Trânsito cortado, até o pedonal (já estaria super-lotado o espaço!).

Foi subir outravez o que tinha sido descido e procurar dar um ar positivo “à coisa”.

O “Metro” ainda funcionava sobre a Ponte D. Luís. Porque não?

Meus senhores do metro do Porto, por favor alterem esse sistema de compra do “andante” (para quem não sabe - eu não sabia - é esse o nome que dão ao título de transporte). Verão que rapidamente ficarão a ganhar.

Complicado e mais uma carga ambiental. Vendem um cartão por pessoa e por viagem (ida ou ida-e-volta). Cartão magnético que se tem que validar antes de entrar no eléctrico - desculpem, no metro (do mal o menos) - mas que depois se deita fora.

Então para quê um cartão daqueles, tipo multibanco, que podia e devia servir para carregar viagens enquanto aguentasse?

No regresso, tive o gosto de atravessar a ponte a pé, vendo o Porto e Gaia lá de cima. Não perdem a beleza que têm quando se vêem de longe. Porque de perto… embora se notem muitas melhorias e se continuem a ver edifícios antigos com arquitectura impagável e painéis de azulejos riquíssimos em beleza, também se apercebem cantos e recantos de pobreza e abandono. O que é uma pena.




P.S.:
O seu a seu dono!
Afirmei que o "andante" se esgotava com uma passagem de ida ou de ida e volta passando, a partir daí, a fazer parte do lixo ecológico que enche os nossos espaços.

Não inventei, foi o que me disseram algumas pessoas do Porto, mesmo junto à máquina comedora de moedas.
O XISTOSA, que é um "tripeiro" de longos anos, informou que, afinal, o andante é recarregável. Ficam aqui a rectificação e as minhas desculpas. E o agradecimento ao Xistosa.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

VITRAIS

(Actualizado a 19-06-2009. As actualizações serão colocadas logo ao início do slideshow).

A "silly season" ainda por aqui anda, embora já se sintam os primeiros passos a começar mais um ano de rotinas.

O trânsito, hoje, já respirava o nosso ar, paradinho minutos sem fim para avançar um metro; a chuva miudinha anuncia o que aí vem; as temperaturas, já não são dos verões de outrora!

Enquanto dura a silly, deixo-vos com uma repescagem de fotos de vitrais que por aqui se podem ver. Nem todos são de igrejas. Com fotos novas também. As igrejas, por estas bandas da Europa, quase todas, têm muitos e lindos vitrais. Mas também é possível vê-los em edifícios que não estão ligados a religiões, e até mesmo em casas particulares.

Para quem anda de máquina a tiracolo, não é fácil colocar-se na melhor posição para tirar as fotos. Quase sempre impossível. As colunas e os candeeiros gigantes "facilitam a dificuldade" em conseguirmos uma posição aceitável. Os painéis gigantes, com o pouco espaço para a perspectiva completa, também.

Enfim... quem dá o que tem...


domingo, 19 de agosto de 2007

Berlaymont informador.

O Berlaymont é o edifício onde está sediado o gabinete do Presidente da Comissão Europeia. Deve o seu nome ao facto de naquele local ter existido o Convento das "Dames du Berlaymont" que se mudaram para Waterloo.

Na fachada que fica virada para a Rotunda Robert Schuman é colocada uma faixa a toda a sua altura, sempre que se anuncia um evento marcante.

Aqui ficam algumas das faixas que por ali estiveram (o slideshow é actualizado).


quinta-feira, 16 de agosto de 2007

“O Rei" ...

... ou, por extenso, “O Rei do Rock”, passou a ser o nome daquele que era baptizado por ELVIS Aaron PRESLEY.

Hoje é data a lembrar o Rei do Rock. A 16 de Agosto de 1977, em Memphis, Tenessee – USA, “Elvis the Pelvis” deixou de ver este mundo. Desmaterializou-se. Passou a sobreviver até hoje nos DVDs e CDs. E na rádio. Pela Bélgica, tem estado a passar desde há umas duas semanas, ligado ao evento que hoje se comemora.

Pertenceu ao grupo que o POETA cantou como "aqueles que se vão da morte libertando", mesmo que o Rei fosse, progressivamente, caminhando para ela a uma vertiginosa velocidade.

Não podia deixar de me associar a esta comemoração, recordando-me de filmes que enchiam salas, nem tanto pelas performances cinematográficas do artista principal mas, pela mão cheia de "belezuras" que lá se viam. Na tela e nas salas. E da música que se escutava e via.

Era a forma de publicitar a música, num tempo em que não havia vídeo-clips. Nem havia vídeo, nem clips, nem tv, nem computadores.

Com ele e mais uns poucos se iniciou a Revolução Cultural e Política Global. Anos cinquenta, que se prolongou pelas décadas seguintes.

Eis O REI:






domingo, 12 de agosto de 2007

Gaivota


Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa,
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.


Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração
morreria no meu peito,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.

- - - - - - - - - - - Poema: Alexandre O'Neill
- - - - - - - - - - - Voz: Carlos do Carmo

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Londres - Escapadinha

Londres. Ah, Londres!

As fotos já vão a caminho de um ano. Alguns lembrar-se-ão delas aqui, neste blog, antes dele pifar.

Das cidades que conheço, Londres é, para mim, a cidade que mais me atrai, sem me cansar. Cidade de contrastes, entre a magnificência da City, com o seu colorido e movimento globalizado de pessoas de todas as nacionalidades, movimento embriagador de pessoas nas compras ou visitas aos museus e lojas e monumentos ou simplesmente a respirar aquele ar, aos bairros dos subúrbios, com as cores das paredes a tijolo escuro da humidade, mas com flores permanentes penduradas em candeeiros ou varandas, com portas ou janelas de um multicolorido típico, onde se podem encontrar locais a falar português.

Em Portobello, Notting Hill, lá está uma pastelaria com café de sabor português que me espera, sempre que lá vou. No meio daquele Mercado de Portobello Road, famoso pelas antiguidades e artigos de segunda mão, mas também de comidas e especiarias e tudo o que se imagina vendível em mercados de Sábado ao ar livre. As lojas, lá permanecem nos restantes dias.

Foi a minha experiência e baptismo de passagem pelo Túnel, sob o Canal da Mancha, montado num TGV, a uma hora e meia de distância de Bruxelas. Saído da Estação de Waterloo International, à mão de semear encontrava-se a London Eye, a rodar devagar, à espera que eu a montasse e me regalasse a espraiar o olhar sobre a cidade.




Daqui a uns dias virei convidar-vos a mais uma escapadinha.

Até lá.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Regresso

Acácia rubra - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Acácia

Quando eu voltar,
que se alongue sobre o mar
o meu canto ao Creador!
Porque me deu, vida e amor,
para voltar...
Voltar...
Ver de novo baloiçar
a fronde magestosa das palmeiras
que as derradeiras horas do dia,
circundam de magia...
Regressar...
Poder de novo respirar,
(oh!...minha terra!...)
aquele odor escaldante
que o húmus vivificante
do teu solo encerra!
Embriagar
uma vez mais o olhar,
numa alegria selvagem,
com o tom da tua paisagem,
que o sol,
a dardejar calor,
transforma num inferno de cor...
Não mais o pregão das varinas,
nem o ar monótono, igual,
do casario plano...
Hei-de ver outra vez as casuarinas
a debruar o oceano...
Não mais o agitar fremente
de uma cidade em convulsão...
não mais esta visão,
nem o crepitar mordente
destes ruídos...
os meus sentidos
anseiam pela paz das noites tropicais
em que o ar parece mudo,
e o silêncio envolve tudo.
Sede...
Tenho sede dos crepúsculos africanos,
todos os dias iguais, e sempre belos,
de tons quasi irreais...
Saudade...
Tenho saudade
do horizonte sem barreiras...,
das calemas traiçoeiras,
das cheias alucinadas...
Saudade das batucadas
que eu nunca via
(mas pressentia)
em cada hora,
soando pelos longes, noites fora!...
Sim!
Eu hei-de voltar,
tenho de voltar,
não há nada que mo impeça.
Com que prazer
hei-de esquecer
toda esta luta insana...
Que em frente está a terra angolana,
a prometer o mundo
a quem regressa...
Ah! quando eu voltar...
Hão-de as acácias rubras,
a sangrar
numa verbena sem fim,
florir só para mim!...
E o sol esplendoroso e quente,
o sol ardente,
há-de gritar na apoteose do poente,
o meu prazer sem lei...
A minha alegria enorme de poder
enfim dizer:
Voltei!...

- - - - - - - - - - - ALDA LARA




domingo, 5 de agosto de 2007

Antuérpia – Escapadinha.

Este fim de semana deu Verão, por estes lados.

Resolvi ir visitar, mais uma vez, Antuérpia.

Ia preparado para começar a usar a máquina fotográfica logo à chegada, na majestosa estação de comboios. Ia. Só que ela está cheia de “adesivos” e toda esburacada. Está em obras.

Saí e não foi preciso muito tempo para ver que a cidade está toda assim. Asfalto levantado em muitas ruas. Buracos com alicerces a nascer, certamente para dar lugar a torres quadradas de vidro, onde existiam belos, mas economicamente ultrapassados, edifícios antigos. Tapumes e desvios de trânsito por causa de obras ...

Nem parecia a mesma cidade, embora continue bem bonita.

Trouxe-vos uns olhares, como é meu hábito.




Normalmente, nessas apresentações deixo uns comentários.

A todos uma boa semana.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

NAMUR e DINANT - Escapadinha.

Vamos a mais uma escapadinha ?

O título deste post pode enganar um pouco.

De facto, só as duas primeiras fotos são da cidade de Namur. Tirei muitas que aqui não apresento por terem pessoas em primeiro plano. Ora este blog dedica-se mais a mostar “Os meus Olhares” dos locais que aqui vos trago. Por isso, essas não fazem parte desta pequena amostra.

Está quase a fazer um ano (como o tempo voa!), tinha praticamente acabado de abrir o anterior blog (que seria este mesmo, se não tivessem dasaparecido completamente todos os posts anteriores), dei uma escapada até às cidades de Namur e Dinant, na Região da Valónia, da qual Namur é capital. Nesta Região encontra-se a parte mais acidentada da Bélgica, as Ardenas belgas, famosas como teatro de batalhas e de filmes sobre as mesmas.

Ambas as cidades citadas ficam na Província de Namur, embora cada uma delas sejam as principais cidades dos Distritos com os mesmos nomes.

Foi uma viagem agradável, feita no Outono, com paisagens que ficam gravadas na memória. Dessa vez, feita de carro. Prometo trazer, assim que puder, mais fotos destas paragens, actualizando este conjunto.

O Rio Mosel (engordado pelo Sambre, precisamente em Namur) é o ponto comum aos caminhos de atracção, serpenteando connosco de uma a outra cidade. De vez em quando, pequenas barragens com elevadores seguram as águas e ajudam os barcos a subir ou descer o rio (como no nosso Douro, só que mais rasteirinhas).

Apresento um slideshow das fotos. Quem tiver dificuldades em vê-lo, dê uma clicadela no link que se encontra à direita (Flickr). Depois, podem seleccionar a forma como querem visualisá-las.




Até à próxima viagem.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Pinturas imaginadas?

Quando criança, deliciava-me ficar sentado ou deitado num canto sem obstáculos visuais “ganhando” o tempo a olhar para o pintor “Vento” dando pinceladas de “Nuvens” brancas, amareladas, negras, especialmente quando a “Tela” estava de um azul celeste profundo.

As figuras sucediam-se ao ritmo do sopro do pintor, ora uma cara conhecida ou não, perfeita ou em caricatura, ora um animal selvagem ou uma paisagem e até gigantes e figuras fantasmagóricas.

Talvez não houvesse pinturas, talvez fosse tudo produto da minha fértil imaginação de então.

Em Texel, ilha de muita paz e natureza, onde reina também muito silêncio, onde tudo é plano, onde nos sentimos afundados no mar apenas protegidos pelo dique que rodeia a ilha, dei por mim a ver novamente aquele artista a usar as mesmas cores e telas.

Fixei esta tela.

Será que existe algo pintado, ou é só imaginação minha?



DSC00853


sábado, 28 de julho de 2007

O conto de Sua Excelência El Sheick Novo.

Foto de OLHARES - - - - - -

Era uma vez... Sua Excelência que, enquanto Infante, tinha tido uma boa preparação para a vida de sheick.

Foi mesmo chamado a exercer alguns cargos de almoxarifado, para melhor praticar.

O seu protector, Sheick El Kay Terres Dá Fóra, sabia que aquele “Delfim” ia nadar grande coisa!

O Zé Povinho (era assim que eram chamados internacionalmente os cidadãos do país) previa que a etapa actual da sua vida não era o seu objectivo final mas, apenas, um percurso para outros voos. Ele tinha passado a vida fixado e tentando imitar a sua figura paradigma. Portanto, era de esperar que não se ficassem por ali os seus desejos de nadar mais nada.

SAR Cobrona Velha, a sua figura paradigma de exercício de “sheickeirado” enquanto ele era infante, não pertencia à sua família real. Tinha exercido o poder de forma austera (nem jornais comprava, só para não gastar um tusto!), dura (até de ouvido, pois não ouvia ninguém) e de pouco humor. Talvez por ser assim tenha perdido o lugar e foi obrigado a atravessar alguns desertos. Dizem que nunca gostou de atravessar pontes.

Mas SAR Cobrona Velha encontrava-se novamente no país “Oásis de Desertos” (eram assim conhecidos, no direito internacional, os territórios do sheickeirado, constituídos por um oásis, que era a povoação principal, e pelos desertos, que eram as freguesias) e até não se dava mal com Sua Excelência o Sheick Novo, e vice-versa.

Os súbditos diziam, em segredo, que SAR Cobrona Velha esperava o momento de lhe dar o bote, o qual teria um sabor especial se o apanhasse num momento em que a cadeira de SAR Cobrona Velha ainda tivesse a sua marca.

Chegado ao poder, Sua Excelência El Sheick Novo tratou de implementar uma política uns graus ainda mais acima, em tudo o que era de mais baixo, do que o seu paradigma figurante.

Tratou de aumentar o deserto à sua volta que, como sabemos, se caracteriza por ser árido (de ideias acima de tudo, que não há cérebro que resista).

A secura passou a ser tanta que nem médicos resistiam. Ficavam secos e mal sabiam falar. A primeira vez que, frente às câmaras de TV, decidiam tentar assumir o lugar de El Íder – o chefe os “Grupelhos” (este era o nome dado às freguesias-deserto pelos Oasirianos), apareciam como se tivessem já um abutre às suas costas, sem força, sem folego, sem alma.

No entanto, Sua Excelência El Sheick Novo deixou que os desertos continuassem dividos e que cada um continuasse a ter um chefe. Sempre era uma boa imagem. Para além de se poderem ver miragens e muita algazarra em cada deserto provocadas por uns quantos esquálidos desertores (isto não tem nada a ver com políticos que fujiram da guerra), eram fonte do estudo científico “como o deserto poderia não o ser”.

Atrás do Oásis havia o “Deserto dos Laranjais”, assim conhecido por ter muitas árvores que, em tempos, davam laranjas. Agora, as árvores estavam mirradas e até pareciam ter menos altura. Mais baixo, só o seu El Íder Mal Çementes. Ali, já não se ouvia um som ao passar do vento pelas folhas. Aliás, já nem folhas havia.

Dos lados havia o “Deserto da Água Azul”, que em tempos até deu para ter submarinos a nadar em ouro, tamanha era a quantidade e profundidade de água; o “Deserto Vermelho”, por haver demasiada areia vermelha para tão poucas camionetas; o “Deserto Amarelo”, cujos habitantes só produziam ideias em bico; O “Deserto Verde”, mais conhecido por “Arroxeado”, por ter sido chão que deu uvas, e mais algumas Dunas menos conhecidas.

Passava o tempo e Sua Excelência El Sheick Novo continuava a sua política de desertificação. Os Laranjais achavam que dominar os números é que era governar? Pois ele já só via números. Os Água Azul diziam que governar bem era, para os seus fregueses, deixar de pagar impostos e sacar ainda mais dos outros fregueses? Pois ele assim o faria. Os Vermelhos, Arroxeados e Amarelos diziam que governar era deixar haver sindicatos, que organizassem umas marchas para divertir o povão, e falar muito a favor dos seus fregueses? Pois ele falaria muito, fartando-se de nadar, tarefa assaz complicada de levar a cabo. Quanto a festas... hummm!

Esqueceu-se que, governando apenas com o intuito de aumentar os desertos no seu território, sem cuidar de aumentar muito mais o seu Oásis, infalivelmente, este também secaria com o passar do tempo.

E não precisou de muito.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Homens!!!

Há ciclistas que entram em provas de alta competição (por princípio só para "homens de barba rija") e, para as tentar ganhar, tomam doses extras de testoterona.

Ora "bolas" para estes homens!

Mulheres!!!

Hoje, veio a lume nos jornais e tv a notícia de que há cada vez mais mulheres gordas e a fumar.


Eu diria que, também, cada vez mais se vêem mulheres carecas e cada vez mais cedo.


E a barafustarem no trânsito, com palavreado que era impensável os homens utilizarem há pouco tempo.


E a fazerem provas de perícia, pelo meio do trânsito, e de corridas, cujas partidas são dadas pela passagem do sinal vermelho para verde, nos semáforos.


E o tempo em que batiam pouco, embora ajudassem muitos homens a bater, já lá vai. Agora, correm para os primeiros lugares das amolgadelas das latas com rodas e motor.


SERÁ POR ISSO QUE OS HOMENS DE BARBA RIJA ANDAM A PRECISAR DE DOSES EXTRAS DE TESTOTERONA?


quinta-feira, 26 de julho de 2007

Den Helder - Escapadinha - I parte

Este fim de semana passado, precisei de desopilar.

Era um fim de semana muito carregado para ficar entre 4 paredes (não é que esta afirmação seja para levar à letra!).

É certo que havia a festa nacional belga que, ao que parece, poucos belgas sabem porque se realiza, incluindo o seu futuro chefe do governo, que só sabe cantar o hino nacional em flamengo, confundindo “A Marselhesa” com o seu hino quando lhe pedem para o cantar em francês. Bom. Nem sabem porque se realiza a festa e, adivinho eu, nem para quê, que é a minha conclusão lógica.

Mas, para mim, este festejo tem pouco de atractivo, pelo menos no que se apresenta ao normal público (eu gosto de pertencer ao normal público, não sei se já deram por isso). É sempre apresentada com desfiles militares de infantaria, de veículos e de aviões que passam mais ou menos sempre pelos mesmos percursos, para além dos discursos políticos e de circunstância, afinal como acontece na maioria dos países desenvolvidos (sim, porque nos outros, é bem pior). Desde que cá estou, ainda não vi grandes variantes. Pelos ensaios dos aviões nos dias anteriores, adivinho que não a houve este ano, também.

Voltando ao post.

Entre outras razões.

Por isso, como já adivinharam – calculo - peguei em mim e no caminho de ferro e ... “dei corda aos sapatos” até à estação, já com um plano mais ou menos delineado e outro alternativo, meio confuso ainda, que ficará para uma outra vez, e entrei num combóio depois de comprar o bilhete de ida e volta de fim de semana (não havendo o Thalys - o TGV - disponível aos fins de semana, há o Intercidades com preços muito convidativos, desde que se faça a viagem entre sexta e domingo).

Destino principal programado, a “minha” cidade holandesa.

Quê??!!

Não, desta vez não era Amesterdão.

Era mesmo a minha cidade: “Den Helder”. Há tempos que andava para a visitar.

Rota: Bruxelas, Roosendal, Amesterdam, Den Helder, com paragem em muitas outras estações. Foram quatro horas e tal de combóio, para cada lado.

Lá chegado, resolvi dar uma pequena volta pelo centro, deixando o resto da volta para quando regressasse de um outro destino que também estava em pensamento e resolvi concretizar.

Plano furado!

Não tive tempo para voltar a passear a cidade.

O pouco que vi gostei, sem ser extasiante.

A cidade teve, e continua a ter, a principal base da Marinha Real, tendo um quarteirão dedicado a museu dessa área.

Situa-se na província Holanda-Norte, cuja capital é Haarlem, onde se encontra, também a capital do país. O município Den Helder, que tem mais duas povoações, Huidsduinen e Julianadorp, situa-se na extremidade mais a norte da província.

Deixo-vos com algumas fotos, poucas, porque, como disse, saiu-me o programa furado e estive lá pouco tempo. Por isso, junto-as com algumas tiradas do combóio no caminho para ou da dita. Os campos de cultura das flores apresentam-se bastante desfalcados, como era de esperar.

Conto lá ir outra vez, com mais calma. Um dia.




Entretanto, segui para ...

Texel - Escapadinha - II parte

O apelo que se impôs ao programado foi uma ida à Ilha Texel (lê-se “téssel”).

A maior ilha holandesa do Arquipélago das Frísias (arquipélago que se estende até à Alemanha e Dinamarca, formando uma barreira natural ao Mar do Norte), é um polder, como o resto dos Países Baixos, só que... é melhor nem imaginar o que o mar poderá fazer um dia, se resolver saltar os diques que cercam toda a ilha. As suas maiores “montanhas” têm cerca de 20 metros acima do nível do mar, tendo que ser procuradas com lupa. Queixam-se os naturais quando as têm que subir de bicicleta!

De forte actividade agro-pecuária, tem, no entanto, a economia baseada no turismo (ouvia-se falar alemão por todo o lado, com muitos grupos de jovens alemães, a maioria a acampar em parques específicos para o efeito, no meio de dunas), com todo o comércio e serviço que isso envolve.

Os naturais da ilha pareceram-me pouco abertos à “invasão” (ou não estivesse numa ilha de 25 Kms2), resistindo ao diálogo em inglês. Fiquei sem saber se a maioria não sabia (o que é de estranhar em holandeses, embora os frisianos tenham uma língua que para o holandês continental deve estar como o açoreano e madeirense para o português do continente) se simplesmente era uma forma de afirmação.

A viagem de Den Helder para Texel e volta é feita num ferryboat, com as gaivotas a mergulhar sobre os bocados de pão que já estão habituadas a receber dos passageiros.

Motivos específicos de atracção são a fauna selvagem que as dunas acolhem, especialmente no inverno, mas também as ovelhas típicas, de forte produção de lã, ou o cavalo frísio. E também as casas típicas.

O mar, de cor acastanhada própria do Mar Frísio (conhecido por Mar Wadden), cor influenciada pela forte afluência de água doce dos rios, apresentava uma temperatura da água bastante aceitável (não fui a banhos, apenas experimentei molhar os pés), com praias extensas e bons areais.

O primeiro dia (resto da tarde de sábado) foi de sol quentinho. O segundo (manhã de domingo) foi de grandes aguaceiros e forte ventania, de que só me vi livre no regresso, já depois de Amesterdão. Isso condicionou, em muito, a passeata.

Visitei Den Burg, De Koog, Cockscorp e outras povoações. Aqui ficam alguns olhares.




Bom resto de semana.