sexta-feira, 16 de novembro de 2007
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Viagem espacial

Há uma bola lá ao fundo, suspensa no negro tecto,
Redondinha, azul, cheia de vida !
O homem já quase a matou. Está espremida.
O homem que, neste mundo, é um pequeno insecto.
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quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Apertadinho! UHHH!

Vem hoje no METRO (título de diário disponível nas estações de metro, cá como por aí), uma notícia sobre uma pilha ecológica.
Funciona a urina. Isso mesmo. É o que estão a ler.
Por enquanto, apenas é comercializada no Japão. (Ver AQUI)
Vamos acreditar que é verdade!
Agora... especulando!
Dentro de poucos anos, com o esperado desenvolvimento tecnológico, poderemos ver filas de veículos motorizados a electricidade (de bicicletas com motor eléctrico de apoio, a motas e carros e camiões) aparcados o mais perto possível de cervejarias, depois de se dirigirem aos depósitos de recepção de resíduos de urina, onde retiraram toda a urina já gasta.
Depois, é ver os condutores, de preferência acompanhados de mulheres, a dirigirem-se às cervejarias e a meter uns finos atrás de outros, ou mesmo canecas de cerveja, da marca estudada previamente e que é produtora de urina equivalente à gasolina com mais octanas.
Ao fim de alguns litros de cerveja, se acompanhados de mulheres, os homens começarão a contar umas anedotas, para que as ditas corram direitinhas aos depósitos dos veículos, logo seguidos deles, tentando todos não desperdiçar uma gotinha que seja.
Os cervejeiros terão um lucro triplamente acrescido:
(1) a venda da cerveja crescerá inusitadamente,
(2) a utilização dos mictórios será cobrada (ao segundo ou ao centilitro), com penalização a quem tentar fazer alguma coisa fora do local (isto valerá para aqueles que não terão veículos movidos a pilhas destas, ou que estejam tão apertadinhos que não consigam dar uns passos mais), e
(3) a utilização dos depóstios de resíduos será paga.
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segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Muito rapidinha, a tomar balanço.
Teu corpo, agora tão perto,
é brisa que me consente
na aridez do meu deserto
a graça duma nascente
Logo a nascente permite
o florescer dum pomar...
(Eu amei-te - mas perdi-te
por começar a pensar...
Às simples evocações
dum possível paraíso,
logo em nossos corações
se delineia um sorriso...)
E teu corpo, inda mais perto,
é brisa que me desmente...
(Sob o sol do meu deserto,
alonga-se uma serpente.)
- - - - - - - - - - David Mourão-Ferreira
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segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Fim de linha!
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domingo, 28 de outubro de 2007
"Tratado Europeu" de Lisboa
Num mundo cada vez mais globalizado, os países europeus que vão formando este espaço em que vivemos em relativa cidadania comum, e especialmente os países mais pequenos (não me refiro à dimensão geográfica, ou somente a ela), sobreviverão melhor se se unirem num bloco que possa fazer ouvir as suas culturas e tradições e línguas, mas também, e acima de tudo, os seus interesses económicos próprios e diversos, desde que enquadrados em políticas de partilha dos "lucros e perdas".
Ora, como europeísta, defendo que a Europa não se pode "constituir", ou "ir-se constituindo", com golpes de política saloia.
Os partidos políticos têm de encontrar nos seus discursos próprios, a fronteira que destrinça a luta essencialmente de nível nacional, daquela que é as suas posições no processo europeu. E assumi-las com todas as suas consequências. Fim ao discurso populista e fácil num momento, para num outro momento mudar de agulha, só porque se alterou a sua posição relativa.
Um Tratado não é matéria que se adeque a referendos ?!
Mas todos deveriam ter pensado nisso quando andaram a propagandear que queriam este "passo para a Europa" submetido a consulta popular, por referendo. Independentemente do nome de baptismo que realmente tem, ou da cor das roupas em que vão meter o tratado.
Desunhem-se, Partidos Políticos, de forma honesta e com pouco "folclore", para poderem passar os pontos de vista que defendem como os melhores para o "nosso torrão" à beira-mar plantado! Em linguagem da mais simples possível, mas completa, que é a mais difícil de ter. Utilizem os "media", e comecem quanto mais cedo melhor, para que todos possam perceber do que se fala e o que se muda. Levem a que todos digam o que pensam, com tempo e sem "altas temperaturas" baixas. Que reflexos, na perspectiva de cada um, terá este processo de construção que vai ter mais um passo a dar.
Reflexos a curto, a médio e a longo prazo. E o que poderia acontecer se não fosse dado.
Como e enquanto português, sou um europeísta convicto.
Por isso eu quero ver o povo referendar este "Tratado Europeu de Lisboa", para que esta Europa tenha corpo e alma, em vez de caminhar para uma organização fantasmagórica e distante.
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sábado, 27 de outubro de 2007
Passeando por Bruxelas
Mas também podem ver a apresentação foto a foto, clicando A Q U I.
Agrupei-as segundo o critério geográfico e/ou temático.
Em muitas, tenho referências ou aos locais, ou a algo que me decidi deixar como legenda/documentário.
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domingo, 21 de outubro de 2007
Bruxelas. Vai mais uma voltinha?
Sim?!
OK.
Quando se fala de Bruxelas, como sabemos, estamos a falar de uma, mas também de várias coisas, embora todas interligadas.
Não me vou substituir à Wikipédia ou outros sites, estejam descansados, pois também lá tive que ir beber. Vou apenas sumariar alguns pontos que, penso, podem ser interessantes.
Falamos de Bruxelas para nos referirmos à cidade (Bruxelas-cidade), que é um dos municípios da Região Autónoma Bruxelas, ou ainda à capital da Federação Belga, à capital da Comunidade Flamenga, ou para nos referirmos à “capital da União Europeia” (Bruxelas-Capital), uma das três que fazem parte deste mosaico politicamente complexo, pois a Federação Belga é, ainda, composta por três Comunidades (linguístico e culturalmente diversas).
São regiões (equivalentes a estados federados), a Flamenga, a Valã e a de Bruxelas-Capital, cada uma com um governo e parlamento próprios.
Existem as Comunidades Neerlandesa, Francesa e a Germanófila.
Geograficamente, as duas últimas estão na Região Valã.
E, ainda, as regiões linguísticas: a região da língua francesa; a região da língua néerlandesa; a região bilingue de Bruxelas-Capital e a região da língua alemã.
Inserida no território histórico da Região Flamenga (Brabant), a Região Bruxelas-Capital tem, também nesta perspectiva, um estatuto especial.
As Comunidades têm competências exclusivas em matéria de ensino, cultura, saúde, apoio social e o emprego da língua (esta última, não se aplica à Região de Bruxelas-Capital, onde a língua francesa é, cada vez menos, a mais utilizada).
Imaginam uma confusão destas em Portugal?
Confusão política, jurídica, económica, etc?
Já teria havido tantos murros e pontapés e tiros, que só os portugueses que se tivessem protegido com a emigração ainda conseguiam estar com o céu da boca quente!
Por aqui, embora já há cinco meses se aguarde por um governo, só se ouvem sussurros de algumas lambadas com luvas, nem sempre de pelica, e ameaças (à surdina) de que a coisa pode fazer esfriar o céu da boca a muita gente, se não torcer para um dos lados. Democracia!
Há, depois, um outro tipo de divisões administrativas idênticas às nossas: as províncias (? – sim, entre nós é figura que não se sabe muito bem se ainda existe ou se já acabou) e as freguesias.
Bruxelas apenas tem o seu território dividido por comunas (municípios, mas que mais me parecem as nossas freguesias em Lisboa), ao contrário das outras duas regiões. Dezanove comunas, ao todo.
Aqui, chego “aos meus finalmentes”.
No mapa que apresento podem ver onde se situam e a sua área proporcional (relação entre elas).
-1 - Bruxelas-cidade
Esta é a "commune" (comuna ou município) mais importante de todas as que existem na Bélgica, pelo menos desde que eu vim para cá :).
Desde há uns anos que começa a recuperar do abandono a que chegou pela perda de uma grande parte dos seus habitantes para as periferias, transformando-se os seus espaços em edifícios de serviços ou, pura e simplesmente, em espaços devolutos, com tudo o que isso tem e trás de decadente.
É a parte mais conhecida dos “turistas temporários de mala com rodinhas” e está dividida em seis áreas claramente distintas:
- O Pentágono (no centro da cidade, constitui a sua parte histórica. O edifício camarário e a sua praça mundialmente conhecida e multi-bilionarmente palmilhada por pares de pés de todas as nacionalidades, a Grand Place, etc.);
- Laeken (aí se desenrolou a Exposição Universal de 1935, onde também se localizam, entre outras coisas, o Atomium, o Estádio de Heizel (Heysel), embora mantenha uma certa ligação à vida semi-rural;
- Neder-over-Heembeek;
- Haren;
- O Eixo sul de Louise-Roosevelt (com os tradicionais chalés de um/dois ou mesmo três andares, e o “Picadeiro comercial de luxo” cá do sítio);
- O quarteirão europeu (Léopold, Schuman e diversas praças)
-2 - Jette
Considerada o Pulmão da cidade, por aí se situar a reserva natural de Poelbos. Também aí se encontra o Parque do Rei Balduíno.
-3 - Ganshoren
Antiga zona de campos agrícolas, onde ainda se podem ver alguns, já foi território de Jette. O Pântano de Ganshoren deu-lhe o nome, e aí se encontra uma reserva natural, rica em espécies ornitológicas.
-4 - Berchem-Sainte-Agathe
...
-5 - Koekelberg
Tem, como ponto central de atenção, a Basílica de Koekelbergh, dedicada ao Sagrado Coração, considerada a quarta maior do mundo.
-6 - Molenbeek-Saint-Jean
A “Pequena Manchester belga” teve outrora uma intensa actividade insdustrial desenvolvida ao longo do canal e da linha férrea.
-7 - Anderlecht
Muito urbanizada, mas mantendo muitos espaços verdes.
Tem, como ponto central de atenção, a Casa de Erasmo de Roterdão (Érasmus Desiderius Roterodamus), museu comunal dedicado ao célebre humanista, na casa que foi do seu amigo Pierre Wichman, e onde viveu por cinco meses, em 1521.
-8 - Forest
A fonia do seu nome não engana!
Comuna verde, onde se pode passear pelos Parc Duden, Parc de Forest, Parc de l'Abbaye de Forest, Parc Jacques Brel, Parc Abbé Froidure e pela zona de Bempt (= pradaria).
Para se apreciar edifícios Arte déco e moderna.
-9 - Uccle
"É uma comuna com uma boa qualidade de vida: casas muito bonitas, bastantes espacos verdes e servicos e comércio de qualidade." (contributo de MRP)
10 - Saint-Gilles
Ponto de referência: a Estação do Sul (Gare du Midi).
11 - Ixelles
Onde se situa o Parlamento Europeu. É considerada a “comuna” dos artistas. E agora, sem qualquer cinismo, é a parte onde, historicamente, assentou praça a comunidade portuguesa. A maioria, claro.
12 - Watermael-Boitsfort
Tem uma grande área coberta pela “Floresta de Soignes” (38% da floresta).
13 - Etterbeek
Onde se situam os “campus” universitários da ULB e da VUB.
14 - Saint-Josse-ten-Noode
A mais pequena comuna, mas com maior densidade populacional. Aqui se concentra a maior parte da população turca de Bruxelas, embora estejam presentes diversas gentes e culturas.
Ponto de referência: o antigo Jardim Botânico.
15 - Schaerbeek
"É a comuna da comunidade muculmana por excelência. Tem fantásticos exemplares da arquitectura art nouveau." (Contributo de MRP)
16 - Evere
...
17 - Woluwe-Saint-Lambert
Aqui se encontra um dos melhores centros comerciais, que tem a oportunidade de me ver muitas vezes. Nem muito grande, nem muito pequeno. Faz-me lembrar o Fonte Nova, em Lisboa.
É uma freguesia interessante. Se fosse hoje, tentava viver por ali.
18 - Woluwe-Saint-Pierre
Sede de muitas embaixadas e consulados.
19 - Auderghem
...
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domingo, 14 de outubro de 2007
Cantando e caracterizando uma comunidade - II
O livro de poemas de Brel está presente no ensino secundário, tanto quanto me dizem, e quem me diz saberá do que fala.
Como no post anterior se falou dos "cochons"... aqui vai a canção (para mim uma das melhores de Brel) e a respectiva letra (em francês, pois claro, pois é assim que ela deve ser apreciada).
É para se ir lendo e ouvindo.
Les bourgeois
JACQUES BREL
Le cœur bien au chaud
Les yeux dans la bière
Chez la grosse Adrienne de Montalant
Avec l'ami Jojo
Et avec l'ami Pierre
On allait boire nos vingt ans
Jojo se prenait pour Voltaire
Et Pierre pour Casanova
Et moi, moi qui étais le plus fier
Moi, moi je me prenais pour moi
Et quand vers minuit passaient les notaires
Qui sortaient de l'hôtel des "Trois Faisans"
On leur montrait notre cul et nos bonnes manières
En leur chantant
Les bourgeois c'est comme les cochons
Plus ça devient vieux plus ça devient bête
Les bourgeois c'est comme les cochons
Plus ça devient vieux plus ça devient c...
Le cœur bien au chaud
Les yeux dans la bière
Chez la grosse Adrienne de Montalant
Avec l'ami Jojo
Et avec l'ami Pierre
On allait brûler nos vingt ans
Voltaire dansait comme un vicaire
Et Casanova n'osait pas
Et moi, moi qui restait le plus fier
Moi j'étais presque aussi saoul que moi
Et quand vers minuit passaient les notaires
Qui sortaient de l'hôtel des "Trois Faisans"
On leur montrait notre cul et nos bonnes manières
En leur chantant
Les bourgeois c'est comme les cochons
Plus ça devient vieux plus ça devient bête
Les bourgeois c'est comme les cochons
Plus ça devient vieux plus ça devient c...
Le cœur au repos
Les yeux bien sur terre
Au bar de l'hôtel des "Trois Faisans"
Avec maître Jojo
Et avec maître Pierre
Entre notaires on passe le temps
Jojo parle de Voltaire
Et Pierre de Casanova
Et moi, moi qui suis resté le plus fier
Moi, moi je parle encore de moi
Et c'est en sortant vers minuit Monsieur le Commissaire
Que tous les soirs de chez la Montalant
De jeunes "peigne-culs" nous montrent leur derrière
En nous chantant
Les bourgeois c'est comme les cochons
Plus ça devient vieux plus ça devient bête
Les bourgeois c'est comme les cochons
Plus ça devient vieux plus ça devient c...
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sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Cantando e caracterizando uma comunidade - I
English subtitles - Legendas em inglês
JACQUES BREL
Les flamandes
Les Flamandes dansent sans rien dire
Sans rien dire aux dimanches sonnants
Les Flamandes dansent sans rien dire
Les Flamandes ça n'est pas causant
Si elles dansent c'est parce qu'elles ont vingt ans
Et qu'à vingt ans il faut se fiancer
Se fiancer pour pouvoir se marier
Et se marier pour avoir des enfants
C'est ce que leur ont dit leurs parents
Le bedeau et même Son Eminence
L'Archiprêtre qui prêche au couvent
Et c'est pour ça et c'est pour ça qu'elles dansent
Les Flamandes
Les Flamandes
Les Fla - Les Fla - Les Flamandes
Les Flamandes dansent sans frémir
Sans frémir aux dimanches sonnants
Les Flamandes dansent sans frémir
Les Flamandes ça n'est pas frémissant
Si elles dansent c'est parce qu'elles ont trente ans
Et qu'à trente ans il est bon de montrer
Que tout va bien que poussent les enfants
Et le houblon et le blé dans le pré
Elles font la fierté de leurs parents
Et du bedeau et de Son Eminence
L'Archiprêtre qui prêche au couvent
Et c'est pour ça et c'est pour ça qu'elles dansent
Les Flamandes
Les Flamandes
Les Fla - Les Fla - Les Flamandes
Les Flamandes dansent sans sourire
Sans sourire aux dimanches sonnants
Les Flamandes dansent sans sourire
Les Flamandes ça n'est pas souriant
Si elles dansent c'est qu'elles ont septante ans
Qu'à septante ans il est bon de montrer
Que tout va bien que poussent les petits-enfants
Et le houblon et le blé dans le pré
Toutes vêtues de noir comme leurs parents
Comme le bedeau et comme Son Eminence
L'Archiprêtre qui radote au couvent
Elles héritent et c'est pour ça qu'elles dansent
Les Flamandes
Les Flamandes
Les Fla - Les Fla - Les Flamandes
Les Flamandes dansent sans mollir
Sans mollir aux dimanches sonnants
Les Flamandes dansent sans mollir
Les Flamandes ça n'est pas mollissant
Si elles dansent c'est parce qu'elles ont cent ans
Et qu'à cent ans il est bon de montrer
Que tout va bien qu'on a toujours bon pied
Et bon houblon et bon blé dans le pré
Elles s'en vont retrouver leurs parents
Et le bedeau et même Son Eminence
L'Archiprêtre qui repose au couvent
Et c'est pour ça qu'une dernière fois elles dansent
Les Flamandes
Les Flamandes
Les Fla - Les Fla -Les Flamandes.
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sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Amor sem tréguas
qualquer coisa, ou alguém;
o que interessa é gostar
não importa de quem.
nem importa de quê,
o que interessa é amar
mesmo o que não se vê.
Pode ser uma mulher
um pedra, uma flor,
uma coisa qualquer,
seja lá do que fôr.
Pode até nem ser nada
que em ser se concretize,
coisa apenas pensada,
que a sonhar se precise.
Amar por caridade,
sem dever a cumprir,
uma oportunidade
para olhar e sorrir.
Amar como o homem forte
só ele o sabe e pode-o;
amar até à morte,
amar até ao ódio.
Que o ódio, infelizmente,
quando o clima é de horror,
é forma inteligente
de se morrer de amor.
- - - - - - - - - - - - - - - - -António Gedeão
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domingo, 30 de setembro de 2007
"Bruxelas - II" - escapadinha às estátuas.
A maioria está ligado aos "edifícios de regime". São estátuas de grande porte, colocadas nesses edifícios ou junto a eles. E, quase invariavelmente, estão ligados aos dois momentos de grande sofrimento pela Europa - I e II Guerras Mundiais, em que as terras belgas foram lençol para muito sangue humano derramado.
Há, depois, esculturas mais modernas, entre as quais, as de pequeno porte, diria de muito pequeno porte. Eu apresento-as com a palavra "miniatura" a iniciar os meus comentários/legendas a cada uma (basta dar um clique na foto do slideshow, para que apareça. Depois é deixar correr a apresentação). Entre estas, contam-se as do Mannenken e da Jannenken Pis, mas há mais, como podem ver.
No slideshow podem ver fotos de um edifício (é assim que está oficialmente classificado), como se de uma estátua se tratasse. Para mim, fica entre a classificação de estátua/escultura e de edifício. Foi "plantada/o " para a Exposição Universal de 1958, que decorreu em Bruxelas.
Como já adivinharam, é o ATOMIUM, reaberto o ano passado, depois de obras de manutenção e remodelação.
Repito-me, como o tenho feito com os outros posts idênticos: irei actualizando os conjuntos de fotos.
Tenham uma boa semana.
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Um violino no telhado
Hoje foi dia para ir à minha DêVêDótéca, pegar num dos filmes da celebração dos 100 anos de cinema que comprei na última semana que estive na Tuga e re-re-ver esta obra cinematográfica.
Não sou um grande fã de filmes musicais, mas este... tem sumo. No enredo e, especialmente, na superior representação de Topol. É a minha opinião, claro, mas estou bem acompanhado.
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sexta-feira, 28 de setembro de 2007
3 rapidinhas - primeira.
Segundo os media de hoje, o INE perspectiva que, no próximo quartel (não, não é edificação militar, é o período de 25 anos), teremos uma mais que duplicação no índice de envelhecimento, em Portugal.
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3 rapidinhas - segunda.
Agora, vou ficar plantado à espera que o novo líder vá fazer uma visita aos "200 índios de Maringá, na Amazónia, inscritos ilegalmente para as eleições".
O quê?! Não eram 200, mas vinte e dois?! Maringá não fica na Amazónia, mas no Paraná?! Não são índios, mas emigrantes portugueses?!
Não faz mal, quero ver na mesma, ainda com mais vontade.
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3 rapidinhas - terceira.
Uma outra organização internacional (TI) recebeu positivamente aquela iniciativa, esclarecendo o problema actualmente existente: grandes praças financeiras de países ricos dão cobertura às massivas transferências de activos de países pobres, sem olhar à proveniência dos mesmos.
Isto é, só existem actividades ilícitas a tão elevado nível nos países mais pobres, porque "alguém apara o golpe" nas praças financeiras dos países mais ricos.
Dito em português de ciência feita no tempo:
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terça-feira, 25 de setembro de 2007
"Bruxelas - I" - escapadinha à parte nova.
Não sendo mentira, vai sendo cada vez menos verdade. Aos poucos.
Deixo-vos um olhar sobre, essencialmente, um bocadinho da parte norte da cidade onde vão nascendo avenidas com o tipo de arquitectura de edifícios envidraçados, como os do quarteirão das Instituições. Foram tiradas este domingo, com o aroma do outono já no ar, espalhado pelas cores das folhas das árvores.
São poucas as fotos, mas é o que há para já. Quando houver mais, para cá virão (quem sabe se só no Verão).
E tenham uma boa semana.
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segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Excentricidades!
Sem mais comentários da minha parte.
Só tive pena de não ter conseguido fotografar o dono, que faz jus à viatura que passeia por Bruxelas.
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domingo, 23 de setembro de 2007
Aaaaarrr puuurooooo !!!
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sábado, 22 de setembro de 2007
Almoço de sábado
Um destes dias, fui até ao burgo dele e… resolvi copiar Este Roteiro Gastronómico para o meu almoço de hoje.
A receita dele é para cinco pessoas.
Como me fartei de andar a pé e me comecei a lembrar de como a minha mãe fazia tal prato (já saboreava o almoço, ainda o não tinha começado a fazer), resolvi dividir as quantidades por cinco e multiplicar por dois.
Só que… quando cheguei à mesa, era 3 a comer (não há erro, não falta nenhuma letra).
Depois do almoço e do café, lá veio um single malt 15 anos fazer-me companhia.
Ainda mal me posso mexer.
Ah! A alma angolana pediu-me para lhe deitar piri-piri. Num arroz como aquele… tinha que ser, para melhor empurrar a cerveja “instupidamente gelada” que o Verão, ao passar por cá para se despedir, obrigou a servir-me.
Bom apetite.
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sexta-feira, 21 de setembro de 2007
The Alamo
As forças do mexicano General Antonio López de Santa Anna, que se diz terem sido compostas por 7 mil homens, após algumas tentativas pôs fim à defesa do forte por parte dos menos de 200 alinhados texanos que, sem reforços que chegassem a tempo, ali se encontravam para o defender. Conseguiram entrar, embora por lá não viessem a permanecer por longo tempo.
A batalha em Alamo, a missão transformada em forte na guerra da secessão da União Mexicana, com avanços e recuos até à incorporação no Texas de uma boa parte do território (ao tempo, na República do Texas, hoje estado federado do Texas), foi um um dos eventos que ajudou a construir a quase inexistente história dos E.U.A. Diria melhor, com a grandeza e os séculos das páginas da história europeia.
D. Crockett é uma das figuras do imaginário dos que viveram a época dos filmes de cowboys.
Boca a olhar para o lado, como se estivesse sempre a falar para ninguém o perceber, braços em arco, sempre prontos a sacar os revólveres, mesmo quando os não possuía, andar gingão esquisito, deixando-nos a dúvida se era marca comercial de artista, alguns resquícios de acidente na coluna, ou vício um pouco mais ao fundo, David Crockett marcou uma época.
Estou a misturar, propositadamente, a histórica lendária figura com John Wayne, o não menos lendário actor americano de cinema, claro.
John Wayne produziu, realizou e interpretou o filme “The Alamo”, segundo parece tão fiel aos relatos do que se passou no forte, quanto foi possível.
Ainda bem que aconteceu a escaramuça em Alamo, digo eu.
Com a capacidade que é reconhecida aos americanos para fazerem películas onde há cheiro a dinheiro, para além de também serem viciados no cheiro do petróleo (bem pesquisado, chegar-se-ia à conclusão que Alamo aconteceu por causa de deitarem cheiro a ambos), ficamos com uma obra prima do cinema que, com as novas técnicas da digitalização e remasterização em DVD, podemos ir revendo com boa qualidade de imagem e som.
Além deste filme, foram relançados outros na colecção “100 anos”, celebrando um século de cinema.
Comprei mais alguns. Os que me diziam alguma coisa e gostaria de possuir na minha “DêVêDóteca”.
The Alamo, o forte, actualmente é um museu.
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domingo, 16 de setembro de 2007
Mania da importância!
Hoje, arranjei paciência e teimosia e decidi demonstrar ao “papelito”, aquele que de há uns tempos se andava a esconder de mim, que o iria encontrar, custasse o que custasse.
E custou!
E como ainda está a custar!
De vez em quando, lembrava-me que o tinha por aqui, que precisava de o ler, e lá lhe dava uns minutos e leituras a outros papéis, em diagonal, que me apareciam no caminho, postos por ele, só para me confundir na procura.
Não! Hoje ele vai ficar a saber que não é assim tão importante e esperto como isso, pensei. E se bem o pensei… mais depressa passei ao ataque.
Estratégia montada, iniciei a guerra.
Horas depois, muitas horas, horas demais para a importância a que o papelito se arrogava, encontrei-me com cinco sacos de plástico cheios de revistas e envelopes e originais e cópias e fotocópias e impressões da net, que ao seu tempo teriam super-importância, depois de terem sido o melhor rasgados em bocadinhos que foi possível fazê-los, por vingança e raiva por o papelito continuar a brincar às escondidas comigo, e depositei-os no local que esperava por eles há muito: o contentor do lixo.
Sempre que acabava de ler em diagonal uma revista, um papel daqueles prestes a ir para o plástico em bocadinhos, perguntava-me porque foi que ele se tinha sentido tão importante para estar a ocupar o espaço que me falta neste pequeno apartamento, alguns há mais de três anos!
Depois de chegado da última leva de papelada ao contentor, olhei para uma das pastas e… dei, com quanta força tenho, com a palma da mão na testa e com esta na parede, muitas vezes, até doer tanto que tive que parar, não tivesse que ir parar ao hospital por causa de um papelito sem importância nenhuma.
Finalmente sabia o que tinha feito ao papelito.
E disse para com os meus botões, dentro de pouco tempo lá vais andar também à procura de umas papeladas, que se tornarão importantes, mas que foram parar ao mesmo sítio para onde levaste o papelito importante, num dia como este, algures na última limpeza e rasgadela de papelada: no lixo, quiçá já multi-reciclado.
É a vida!
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sábado, 15 de setembro de 2007
Irmãos Pis: a Jeanneken e o Manneken.
No entanto, ontem, urinava a conta-gotas. Foi o dia da sensibilização à despistagem precoce do cancro da próstata.
Ao longo do ano, lá vai mudando de roupa dia a dia. Raramente se expõe a resfriados.
Aquele boneco leva milhares de pessoas ao cruzamento onde está a sua fonte.
O que nem toda a gente sabe é que também existe uma boneca a tentar fazer-lhe concorrência, embora lhe tivessem dado como morada um cantinho bem escondido!
Aqui está ela, a Jeanneken Pis, coitadinha, sempre despida.
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sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Ficção
Naquele dia, em que entrando pelos teus olhos te ofusquei o coração, bateste à porta do meu e arrendaste-lhe todo o espaço disponível.
Há quanto tempo!
Os dias foram sendo sempre sofregamente vividos.
Umas vezes apenas pelas nossas almas que comunicavam com o melhor instrumento sem fios que tivemos - o amor - forte e de uma energia tal que qualquer outro aparelho depressa se derreteria sem apelo.
Outras, viajávamos pela nave mais rápida que o homem ainda não construiu, quando caíamos em cada uma das nossas células, vivendo séculos em segundos, e atravessámos os nossos universos até aos confins do infinito, onde vimos galáxias de maravilhosas cores inexistentes, estrelas onde dançávamos ao som dos blues que ainda não foram produzidos, pousávamos em planetas puros para descansarmos das horas das viagens que estavamos a encetar e poder, ao fim de alguns minutos, retomá-las sem nunca darmos carta de alforria aos segredos sussurrados sem uma única palavra, aos choques eléctricos que recebíamos quando nos tocávamos sem parar.
Ao fim de cada viagem, ficava-nos a certeza do recomeço no momento seguinte, incansáveis.
Mas o tempo passou e tudo foi sendo posto em causa. Ao amor, puro, juntou-se-lhe o egoísmo.
Dos sentimentos, pouco mais restam que cinzas a toldar a relação, saídas de um vulcão que ainda continua activo, vomitando lava escaldante montanha abaixo, como se fosse água cristalina a rolar pela face, afogando a tua ausência, em cada noite desta vida de tormento.
De manhã, o despertador toca em rotinas diárias sem fim.
Acordo.
Então vejo que mais um pesadelo passou.
A vida assim não existe.
É ficção!
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quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Aveiro - escapadinhas.
As fotos não são minhas.
Foram-me enviadas por pessoa amiga que me autorizou a postá-las aqui no blogue (obrigado Selene).
Aveiro é a Veneza em Portugal.
Diria mesmo que em Itália existe uma Aveiro: Veneza.
A água alimenta o ambiente que ali se vive. Do mar à Ria, dos moliceiros às salinas.
Tempos houve em que, nas minhas férias, ano após ano (durante uns quantos), até conhecer quase todo o país continental, Aveiro era ponto obrigatório de paragem por mais que um dia, sempre que aquela região teve que ser atravessada. Algumas vezes, forçava a rota.
Deixo-vos as fotos e ESTE LINK, para quem quiser ler alguma coisa da sua história e, também, apreciar muitas e boas fotos.
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domingo, 9 de setembro de 2007
Tervuren – Escapadinha em revista.
Aproveitei (por aqui nunca se sabe quando se repete tal benção) e fui até Tervuren, uma comuna da Região Flamenga, da província Brabant, que faz fronteira com a Região Bruxelas-Capital.
A afluência de um grande número de bruxelenses, aos fins de semana, tem como destino o parque e, também, o Museu Real da África Central.
Eu, quando para lá me dirijo, vou por isso, especialmente para “esticar as pernas” cansadas de uma semana, pelo parque e a floresta que o rodeia (já visitei o museu duas vezes), mas também pelos gelados que se servem na geladaria que fica ali “à mão de semear”, pronta a repor as energias gastas no passeio.
Tenham um boa semana.
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sábado, 8 de setembro de 2007
Como é possível?!
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quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Porto - escapadinha.
Ainda tenho uns dias pendurados… mas faltar-lhes-ão o sol, os dias maiores ou as noites (escolham), o calor, o espírito geral de boa disposição na cara das pessoas, para lhes dar o verdadeiro sabor a férias.
A não ser que… Pois, é. É isso mesmo. A não ser que eu vá ter com esse espaço / tempo. Logo se verá.
A semana teve o ponto alto no Porto. “Red Bull Air Race” foi o apelo principal.
Um pouco fora de tempo este post.
Dois dias a ver aeromodelismo em ponto um bocadinho maior, mas sem se ver ninguém em terra a puxar fios ou com rádio-comando nas mãos.
Incrível a precisão e rapidez dos movimentos daqueles brinquedos.
Incrível, também, o amontoado de gente que, como eu, resistiu ao sol escaldante de um céu límpido de verão em Portugal. Será que também já começaram a perder a pele?
Incrível, ainda, a experiência que vivi no sábado.
Saindo do Ipanema Hotel resolvi, prevendo uma maior enchente no Porto, levar o carro ao colo até ao outro lado e ficar em Gaia a apreciar a corrida.
No dia anterior, a pé, fui até lá e tive uma perspectiva completa da mesma. E uma vista maravilhosa da cidade do Porto, iluminada por toda aquela luz solar. Assim, repetiria a dose para a vista e ficaria com a viatura pronta a “levantar ferro” por forma a fugir à confusão da fuga ao fim do dia. Pensei.
Puro engano. Tive que estacionar no parque do Corte Inglês e tentar chegar lá abaixo, ao rio, a pé. O que também não foi possível. Trânsito cortado, até o pedonal (já estaria super-lotado o espaço!).
Foi subir outravez o que tinha sido descido e procurar dar um ar positivo “à coisa”.
O “Metro” ainda funcionava sobre a Ponte D. Luís. Porque não?
Meus senhores do metro do Porto, por favor alterem esse sistema de compra do “andante” (para quem não sabe - eu não sabia - é esse o nome que dão ao título de transporte). Verão que rapidamente ficarão a ganhar.
Complicado e mais uma carga ambiental. Vendem um cartão por pessoa e por viagem (ida ou ida-e-volta). Cartão magnético que se tem que validar antes de entrar no eléctrico - desculpem, no metro (do mal o menos) - mas que depois se deita fora.
Então para quê um cartão daqueles, tipo multibanco, que podia e devia servir para carregar viagens enquanto aguentasse?
No regresso, tive o gosto de atravessar a ponte a pé, vendo o Porto e Gaia lá de cima. Não perdem a beleza que têm quando se vêem de longe. Porque de perto… embora se notem muitas melhorias e se continuem a ver edifícios antigos com arquitectura impagável e painéis de azulejos riquíssimos em beleza, também se apercebem cantos e recantos de pobreza e abandono. O que é uma pena.
P.S.:
O seu a seu dono!
Afirmei que o "andante" se esgotava com uma passagem de ida ou de ida e volta passando, a partir daí, a fazer parte do lixo ecológico que enche os nossos espaços.
Não inventei, foi o que me disseram algumas pessoas do Porto, mesmo junto à máquina comedora de moedas.
O XISTOSA, que é um "tripeiro" de longos anos, informou que, afinal, o andante é recarregável. Ficam aqui a rectificação e as minhas desculpas. E o agradecimento ao Xistosa.
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segunda-feira, 20 de agosto de 2007
VITRAIS
(Actualizado a 19-06-2009. As actualizações serão colocadas logo ao início do slideshow).
O trânsito, hoje, já respirava o nosso ar, paradinho minutos sem fim para avançar um metro; a chuva miudinha anuncia o que aí vem; as temperaturas, já não são dos verões de outrora!
Enquanto dura a silly, deixo-vos com uma repescagem de fotos de vitrais que por aqui se podem ver. Nem todos são de igrejas. Com fotos novas também. As igrejas, por estas bandas da Europa, quase todas, têm muitos e lindos vitrais. Mas também é possível vê-los em edifícios que não estão ligados a religiões, e até mesmo em casas particulares.
Para quem anda de máquina a tiracolo, não é fácil colocar-se na melhor posição para tirar as fotos. Quase sempre impossível. As colunas e os candeeiros gigantes "facilitam a dificuldade" em conseguirmos uma posição aceitável. Os painéis gigantes, com o pouco espaço para a perspectiva completa, também.
Enfim... quem dá o que tem...
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domingo, 19 de agosto de 2007
Berlaymont informador.
Na fachada que fica virada para a Rotunda Robert Schuman é colocada uma faixa a toda a sua altura, sempre que se anuncia um evento marcante.
Aqui ficam algumas das faixas que por ali estiveram (o slideshow é actualizado).
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quinta-feira, 16 de agosto de 2007
“O Rei" ...
Hoje é data a lembrar o Rei do Rock. A 16 de Agosto de 1977, em Memphis, Tenessee – USA, “Elvis the Pelvis” deixou de ver este mundo. Desmaterializou-se. Passou a sobreviver até hoje nos DVDs e CDs. E na rádio. Pela Bélgica, tem estado a passar desde há umas duas semanas, ligado ao evento que hoje se comemora.
Pertenceu ao grupo que o POETA cantou como "aqueles que se vão da morte libertando", mesmo que o Rei fosse, progressivamente, caminhando para ela a uma vertiginosa velocidade.
Não podia deixar de me associar a esta comemoração, recordando-me de filmes que enchiam salas, nem tanto pelas performances cinematográficas do artista principal mas, pela mão cheia de "belezuras" que lá se viam. Na tela e nas salas. E da música que se escutava e via.
Com ele e mais uns poucos se iniciou a Revolução Cultural e Política Global. Anos cinquenta, que se prolongou pelas décadas seguintes.
Eis O REI:
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domingo, 12 de agosto de 2007
Gaivota
Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa,
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.
Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.
Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.
Que perfeito coração
morreria no meu peito,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.
- - - - - - - - - - - Poema: Alexandre O'Neill
- - - - - - - - - - - Voz: Carlos do Carmo
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quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Londres - Escapadinha
As fotos já vão a caminho de um ano. Alguns lembrar-se-ão delas aqui, neste blog, antes dele pifar.
Das cidades que conheço, Londres é, para mim, a cidade que mais me atrai, sem me cansar. Cidade de contrastes, entre a magnificência da City, com o seu colorido e movimento globalizado de pessoas de todas as nacionalidades, movimento embriagador de pessoas nas compras ou visitas aos museus e lojas e monumentos ou simplesmente a respirar aquele ar, aos bairros dos subúrbios, com as cores das paredes a tijolo escuro da humidade, mas com flores permanentes penduradas em candeeiros ou varandas, com portas ou janelas de um multicolorido típico, onde se podem encontrar locais a falar português.
Foi a minha experiência e baptismo de passagem pelo Túnel, sob o Canal da Mancha, montado num TGV, a uma hora e meia de distância de Bruxelas. Saído da Estação de Waterloo International, à mão de semear encontrava-se a London Eye, a rodar devagar, à espera que eu a montasse e me regalasse a espraiar o olhar sobre a cidade.
Daqui a uns dias virei convidar-vos a mais uma escapadinha.
Até lá.
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terça-feira, 7 de agosto de 2007
Regresso
que se alongue sobre o mar
o meu canto ao Creador!
Porque me deu, vida e amor,
para voltar...
Voltar...
Ver de novo baloiçar
a fronde magestosa das palmeiras
que as derradeiras horas do dia,
circundam de magia...
Regressar...
Poder de novo respirar,
(oh!...minha terra!...)
aquele odor escaldante
que o húmus vivificante
do teu solo encerra!
Embriagar
uma vez mais o olhar,
numa alegria selvagem,
com o tom da tua paisagem,
que o sol,
a dardejar calor,
transforma num inferno de cor...
Não mais o pregão das varinas,
nem o ar monótono, igual,
do casario plano...
Hei-de ver outra vez as casuarinas
a debruar o oceano...
Não mais o agitar fremente
de uma cidade em convulsão...
não mais esta visão,
nem o crepitar mordente
destes ruídos...
os meus sentidos
anseiam pela paz das noites tropicais
em que o ar parece mudo,
e o silêncio envolve tudo.
Sede...
Tenho sede dos crepúsculos africanos,
todos os dias iguais, e sempre belos,
de tons quasi irreais...
Saudade...
Tenho saudade
do horizonte sem barreiras...,
das calemas traiçoeiras,
das cheias alucinadas...
Saudade das batucadas
que eu nunca via
(mas pressentia)
em cada hora,
soando pelos longes, noites fora!...
Sim!
Eu hei-de voltar,
tenho de voltar,
não há nada que mo impeça.
Com que prazer
hei-de esquecer
toda esta luta insana...
Que em frente está a terra angolana,
a prometer o mundo
a quem regressa...
Ah! quando eu voltar...
Hão-de as acácias rubras,
a sangrar
numa verbena sem fim,
florir só para mim!...
E o sol esplendoroso e quente,
o sol ardente,
há-de gritar na apoteose do poente,
o meu prazer sem lei...
A minha alegria enorme de poder
enfim dizer:
Voltei!...
- - - - - - - - - - - ALDA LARA
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domingo, 5 de agosto de 2007
Antuérpia – Escapadinha.
Resolvi ir visitar, mais uma vez, Antuérpia.
Ia preparado para começar a usar a máquina fotográfica logo à chegada, na majestosa estação de comboios. Ia. Só que ela está cheia de “adesivos” e toda esburacada. Está em obras.
Saí e não foi preciso muito tempo para ver que a cidade está toda assim. Asfalto levantado em muitas ruas. Buracos com alicerces a nascer, certamente para dar lugar a torres quadradas de vidro, onde existiam belos, mas economicamente ultrapassados, edifícios antigos. Tapumes e desvios de trânsito por causa de obras ...
Nem parecia a mesma cidade, embora continue bem bonita.
Trouxe-vos uns olhares, como é meu hábito.
Normalmente, nessas apresentações deixo uns comentários.
A todos uma boa semana.
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sexta-feira, 3 de agosto de 2007
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
NAMUR e DINANT - Escapadinha.
O título deste post pode enganar um pouco.
De facto, só as duas primeiras fotos são da cidade de Namur. Tirei muitas que aqui não apresento por terem pessoas em primeiro plano. Ora este blog dedica-se mais a mostar “Os meus Olhares” dos locais que aqui vos trago. Por isso, essas não fazem parte desta pequena amostra.
Está quase a fazer um ano (como o tempo voa!), tinha praticamente acabado de abrir o anterior blog (que seria este mesmo, se não tivessem dasaparecido completamente todos os posts anteriores), dei uma escapada até às cidades de Namur e Dinant, na Região da Valónia, da qual Namur é capital. Nesta Região encontra-se a parte mais acidentada da Bélgica, as Ardenas belgas, famosas como teatro de batalhas e de filmes sobre as mesmas.
Ambas as cidades citadas ficam na Província de Namur, embora cada uma delas sejam as principais cidades dos Distritos com os mesmos nomes.
Foi uma viagem agradável, feita no Outono, com paisagens que ficam gravadas na memória. Dessa vez, feita de carro. Prometo trazer, assim que puder, mais fotos destas paragens, actualizando este conjunto.
O Rio Mosel (engordado pelo Sambre, precisamente em Namur) é o ponto comum aos caminhos de atracção, serpenteando connosco de uma a outra cidade. De vez em quando, pequenas barragens com elevadores seguram as águas e ajudam os barcos a subir ou descer o rio (como no nosso Douro, só que mais rasteirinhas).
Apresento um slideshow das fotos. Quem tiver dificuldades em vê-lo, dê uma clicadela no link que se encontra à direita (Flickr). Depois, podem seleccionar a forma como querem visualisá-las.
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segunda-feira, 30 de julho de 2007
Pinturas imaginadas?
As figuras sucediam-se ao ritmo do sopro do pintor, ora uma cara conhecida ou não, perfeita ou em caricatura, ora um animal selvagem ou uma paisagem e até gigantes e figuras fantasmagóricas.
Talvez não houvesse pinturas, talvez fosse tudo produto da minha fértil imaginação de então.
Em Texel, ilha de muita paz e natureza, onde reina também muito silêncio, onde tudo é plano, onde nos sentimos afundados no mar apenas protegidos pelo dique que rodeia a ilha, dei por mim a ver novamente aquele artista a usar as mesmas cores e telas.
Será que existe algo pintado, ou é só imaginação minha?
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sábado, 28 de julho de 2007
O conto de Sua Excelência El Sheick Novo.

Foi mesmo chamado a exercer alguns cargos de almoxarifado, para melhor praticar.
O seu protector, Sheick El Kay Terres Dá Fóra, sabia que aquele “Delfim” ia nadar grande coisa!
O Zé Povinho (era assim que eram chamados internacionalmente os cidadãos do país) previa que a etapa actual da sua vida não era o seu objectivo final mas, apenas, um percurso para outros voos. Ele tinha passado a vida fixado e tentando imitar a sua figura paradigma. Portanto, era de esperar que não se ficassem por ali os seus desejos de nadar mais nada.
SAR Cobrona Velha, a sua figura paradigma de exercício de “sheickeirado” enquanto ele era infante, não pertencia à sua família real. Tinha exercido o poder de forma austera (nem jornais comprava, só para não gastar um tusto!), dura (até de ouvido, pois não ouvia ninguém) e de pouco humor. Talvez por ser assim tenha perdido o lugar e foi obrigado a atravessar alguns desertos. Dizem que nunca gostou de atravessar pontes.
Mas SAR Cobrona Velha encontrava-se novamente no país “Oásis de Desertos” (eram assim conhecidos, no direito internacional, os territórios do sheickeirado, constituídos por um oásis, que era a povoação principal, e pelos desertos, que eram as freguesias) e até não se dava mal com Sua Excelência o Sheick Novo, e vice-versa.
Os súbditos diziam, em segredo, que SAR Cobrona Velha esperava o momento de lhe dar o bote, o qual teria um sabor especial se o apanhasse num momento em que a cadeira de SAR Cobrona Velha ainda tivesse a sua marca.
Chegado ao poder, Sua Excelência El Sheick Novo tratou de implementar uma política uns graus ainda mais acima, em tudo o que era de mais baixo, do que o seu paradigma figurante.
Tratou de aumentar o deserto à sua volta que, como sabemos, se caracteriza por ser árido (de ideias acima de tudo, que não há cérebro que resista).
A secura passou a ser tanta que nem médicos resistiam. Ficavam secos e mal sabiam falar. A primeira vez que, frente às câmaras de TV, decidiam tentar assumir o lugar de El Íder – o chefe os “Grupelhos” (este era o nome dado às freguesias-deserto pelos Oasirianos), apareciam como se tivessem já um abutre às suas costas, sem força, sem folego, sem alma.
No entanto, Sua Excelência El Sheick Novo deixou que os desertos continuassem dividos e que cada um continuasse a ter um chefe. Sempre era uma boa imagem. Para além de se poderem ver miragens e muita algazarra em cada deserto provocadas por uns quantos esquálidos desertores (isto não tem nada a ver com políticos que fujiram da guerra), eram fonte do estudo científico “como o deserto poderia não o ser”.
Atrás do Oásis havia o “Deserto dos Laranjais”, assim conhecido por ter muitas árvores que, em tempos, davam laranjas. Agora, as árvores estavam mirradas e até pareciam ter menos altura. Mais baixo, só o seu El Íder Mal Çementes. Ali, já não se ouvia um som ao passar do vento pelas folhas. Aliás, já nem folhas havia.
Dos lados havia o “Deserto da Água Azul”, que em tempos até deu para ter submarinos a nadar em ouro, tamanha era a quantidade e profundidade de água; o “Deserto Vermelho”, por haver demasiada areia vermelha para tão poucas camionetas; o “Deserto Amarelo”, cujos habitantes só produziam ideias em bico; O “Deserto Verde”, mais conhecido por “Arroxeado”, por ter sido chão que deu uvas, e mais algumas Dunas menos conhecidas.
Passava o tempo e Sua Excelência El Sheick Novo continuava a sua política de desertificação. Os Laranjais achavam que dominar os números é que era governar? Pois ele já só via números. Os Água Azul diziam que governar bem era, para os seus fregueses, deixar de pagar impostos e sacar ainda mais dos outros fregueses? Pois ele assim o faria. Os Vermelhos, Arroxeados e Amarelos diziam que governar era deixar haver sindicatos, que organizassem umas marchas para divertir o povão, e falar muito a favor dos seus fregueses? Pois ele falaria muito, fartando-se de nadar, tarefa assaz complicada de levar a cabo. Quanto a festas... hummm!
Esqueceu-se que, governando apenas com o intuito de aumentar os desertos no seu território, sem cuidar de aumentar muito mais o seu Oásis, infalivelmente, este também secaria com o passar do tempo.
E não precisou de muito.
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